Indústria se recupera em 2014, mas São Paulo não acompanha | Diário Regional

Indústria se recupera em 2014, mas São Paulo não acompanha

09/04/2014 9:19
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Motor da indústria brasileira e responsável por 35% de tudo o que é produzido no país, o Estado de São Paulo não viveu na mesma intensidade a onda de recuperação da indústria nos primeiros dois meses deste ano – tampouco zerou as perdas do final de 2013, ao contrário do que ocorreu no setor em nível nacional.
No acumulado de janeiro e fevereiro, a produção industrial paulista cresceu 4,4%, resultado que não recompõe a queda de 7,3% ocorrida nos dois últimos meses de 2013, de acordo com a pesquisa mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Ao contrário da média do país, São Paulo não tem cenário de recuperação completa das perdas do fim de 2013, que foi um período muito difícil para a indústria”, comentou Rodrigo Lobo, técnico do IBGE. Na média nacional, a indústria cresceu 4,2% em janeiro e fevereiro, compensando a perda de também 4,2% registrada em novembro e dezembro de 2013.

Maior parque fabril do país, a indústria paulista sofre com o fraco desempenho de importantes ramos, como o de veículos (que se espalha pela complexa e extensa cadeia de fornecedores, muitos instalados no Estado), refino de petróleo e álcool e indústria química.

Com isso, a produção industrial cresce menos no Estado na comparação com 2013. A alta frente a fevereiro daquele ano ficou em 0,3%, abaixo dos 5% da média nacional. Em relação a janeiro, a indústria paulista avançou 0,7%, em um ritmo superior à média (0,4%).

“Por grande seu peso, São Paulo sempre comanda tanto a fase de retomada (da produção) como a de declínio da indústria. Não foi o que vimos em fevereiro”, afirmou Lobo.

Eventos esporádicos

Ainda segundo o IBGE, na passagem de janeiro para fevereiro, a produção industrial cresceu em sete dos 14 locais pesquisados. Os destaques ficaram com a expansão registrada pe­lo Paraná (18,4%) e o crescimento de 4,7% observado no Amazonas.

No caso paranaense houve incremento na produção de veículos automotores, graças aos incentivos à compra de caminhões e bens de capital, com taxas de juros subsidiadas. No Amazonas, a responsável pela expansão foi a indústria de televisores, puxada pelo aumento da produção antes da Copa do Mundo.
Apesar da recuperação expressa nos números, Lobo mostra-se preocupado com a sustentação do crescimento da produção por eventos esporádicos, como os casos do Paraná e de Amazonas. “O fôlego para a continuidade de produção e aquisição desses bens tem prazo de validade que não sabemos qual é. Para um crescimento mais sustentado da economia e da produção, precisamos de cenário mais consistente”, disse.

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