CPI da Craisa ficará duas semanas sem sessões | Diário Regional

CPI da Craisa ficará duas semanas sem sessões

09/04/2014 13:45
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Ailton Lima e Montorinho divergem sobre a abrangência da CPI. Foto: ArquivoA Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar as contas da Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André (Craisa) ficará duas semanas sem realizar sessões, em virtude de dois feriados. O 461º aniversário da cidade, ontem (8), atrapalhou a agenda do grupo, que tem se reunido todas as sextas-feiras. Na semana que vem também haverá pausa, em decorrência da Sexta-feira da Paixão (18).

O ex-secretário de Cultura Carlos Panini é esperado para a sessão do dia 25 de abril. O ex-chefe da pasta foi convocado para a sessão da semana passada, mas alegou que estava fora da cidade para não comparecer à oitiva. Os vereadores divulgaram outros dois nomes que desejam convocar, mas não definiram a agenda. São eles a ex-secretária de Gabinete Fabiana Bozzella e o ex-superintendente da autarquia durante o fim da gestão do prefeito João Avamileno (PT) Milton Santa Barbara.

O presidente da CPI, José Montoro Filho, o Montorinho (PT), e o relator da comissão, Ailton Lima (SDD), discutiram na oitiva passada, repetindo farpas trocadas também durante as sessões ordinárias do Legislativo. O solidário entende que o foco das investigações não deve ser apenas a gestão do ex-prefeito Aidan Ravin (PSB, 2009-2012), já que o objeto proposto e aprovado pelo plenário foi a análise das contas desde a fundação da Craisa, em 1991. “Queremos jogar um pouquinho de luz (sobre a gestão do PT). Fica melhor para a gente”, disse Lima ao opinar sobre o convite a Santa Barbara.

Avanços
Um dos focos da CPI é descobrir onde estão os R$ 40 mil pagos pela operação do parque de diversões – licitada pela Craisa – durante a festa junina de 2012. Ao contrário do que ocorreu com a Logos do Brasil, responsável pelo evento e pelos Festivais de Inverno de Paranapiacaba e de Cultura Industrial, a contratação da empresa se deu por meio de licitação feita pela própria autarquia. O atual superintendente Helio Thomaz Rocha (PT) afirmou que o dinheiro não aparece na prestação de contas.

Sem força
A suspeita de irregularidade na renovação do contrato da Craisa com a Coop para explorar unidade na Vila Luzita perdeu a força nas últimas reuniões. O espaço em que a cooperativa opera na avenida Capitão Mário de Camargo foi cedido em 1991 por 20 anos e prorrogado pelo mesmo período em 2011, sem a realização de chamamento público e licitação. A Coop pagou R$ 8,25 milhões à prefeitura. Os ex-superintendentes Laerte Satolo e Reinaldo Abud disseram à CPI que a transação ocorreu dentro da legalidade, pois havia cláusula de renovação no contrato.

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