Ban Ki-moon apela para proteção a civis e fim do conflito na Síria | Diário Regional

Ban Ki-moon apela para proteção a civis e fim do conflito na Síria

09/04/2014 7:02
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Ki-moon: “o governo tem o dever moral de proteger os civis”. Foto: ArquivoO secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou ontem (8) às partes envolvidas no conflito na Síria a proteger a população civil e colocar fim à crise, após a confirmação de que um sacerdote jesuíta holandês foi assassinado na segunda na cidade de Homs. Em comunicado, Ki-moon disse que o governo sírio e os grupos armados têm a obrigação legal e a responsabilidade moral de proteger civis.

“Devem fazer tudo o possível para evitar e prevenir a violência contra civis, incluindo os bombardeios e ataques aéreos indiscriminados sobre as áreas que habitam”, ressaltou o secretário-geral da ONU. O padre holandês foi assassinado por um indivíduo não identificado em frente a sua casa. Segundo Ki-moon, era “um homem que havia apoiado de forma heroica o povo sírio entre bloqueios e crescentes dificuldades”.

O secretário-geral demonstrou sua preocupação com informações de supostas execuções e também a atuação de grupos considerados terroristas em “atos brutais” contra a população. “Existe uma crença de muitos na Síria e outros lugares de que este conflito pode ser vencido militarmente. Mais violência só vai trazer mais sofrimento e instabilidade para a Síria e propagará o caos na região”, disse, apelando para o fim do conflito e permissão do acesso irrestrito de assistência humanitária ao país.

Em três anos, o conflito na Síria matou mais de 150 mil pessoas, de acordo com balanço divulgado na semana passada pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos. Deste total, 51.212 são civis, incluindo cerca de 8 mil crianças. Além das mortes, outra consequência do conflito, iniciado em março de 2011, é o número de refugiados. Somente no Líbano, o número de sírios registrados como refugiados passou de 1 milhão, transformando-o no país com a maior concentração de refugiados per capita do mundo, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

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