Manifestação em Diadema cobra melhorias na saúde | Diário Regional

Manifestação em Diadema cobra melhorias na saúde

08/04/2014 4:59
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Portão da prefeitura permaneceu fechado e guardas municipais faziam a segurança do prédio. Foto: Eberly Laurindo especial para o DRCerca de 200 pessoas participaram, na tarde de ontem (7), de ato que cobrou melhorias na saúde de Diadema. Organizada pela Central de Movimentos Populares (CMT), a manifestação marcou o Dia Mundial da Saúde. “Aqui em Diadema a população não tem nada para comemorar. Faltam médicos nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e nos hospitais. Faltam remédios e respeito com as pessoas e com os trabalhadores”, afirmou a coordenadora do ABC da CMT e uma das organizadoras do evento, Salete Henrique de Oliveira.

Participaram do ato diversos integrantes do Conselho Municipal de Saúde da cidade, que acusam o prefeito Lauro Michels de não cumprir a lei que determina a atuação e fiscalização dos serviços de saúde. “Fomos eleitos no ano passado e, até agora, os equipamentos (UBSs e hospitais) não indicaram seus representantes. Já marcamos vários encontros com o prefeito e todos foram desmarcados”, explicou a conselheira eleita pela UBS Canhema, Maria Cecília Ruivo.

Segundo a conselheira, não tem diálogo entre o conselho e a prefeitura desde o início da gestão. Em nota, a administração municipal informou que “não há indicados pela administração porque o Conselho Popular de Saúde é composto somente por representantes da população”. No entanto, o texto da lei 1210/92 que criou o conselho expressa que compõem o órgão representantes do executivo e dos funcionários da saúde.
O vereador Ricardo Yoshio (PRB) foi o único parlamentar, cujo partido pertence à base de apoio do governo, a participar do ato. “O ano passado foi um período de adaptação, de troca de governo. Este ano é a hora de mostrar serviço. Já estamos em abril e mais médicos continuam saindo. Estou aqui, pois sou médico, e também quero questionar essa gestão”, afirmou Yoshio, que não acompanhou a passeata até o Paço. Participaram também os vereadores petistas Manoel Eduardo Marinho, o Maninho; Josemundo Dario Queiroz, o Josa; José Antônio da Silva, o Zé Antonio; Ronaldo Lacerda, Lilian Cabrera e Orlando Vitoriano.
A concentração ocorreu na Praça Castelo Branco, no Centro da cidade, e seguiu pelo corredor do trólebus – impedindo temporariamente a circulação dos coletivos – até o Paço. Na prefeitura, o portão estava fechado e havia cerca de 30 guardas civis (GCMs) protegendo a entrada do prédio. “Foi importante a postura do prefeito, porque assim sabemos com quem estamos lidando. Primeiro (Michels) acabou com o orçamento participativo e agora fecha as portas da prefeitura”, declarou o vereador Zé Antonio.

Uma comissão de cinco conselheiros municipais foi recebida pelo assessor especial do prefeito Laércio Soares e pelo vereador governista José Francisco Dourado, o Zé Dourado. “Se comprometeram a marcar uma audiência pública para receber os conselheiros e discutir nossas reivindicações. Vamos aguardar mais dez dias”, declarou a conselheira Maria Cecília, que também participou da reunião.

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2 Comentários

  • Márcio Macedo

    Conseguiu só cuidam de praça uma consulta leva de 45 a 60 dias se a enfermeira deixar, no quarteirão a tal IDI faz o que quer com os munícipes, votamos mal, agora teremos que aguentar mais 2 1/2, para tirar os praças verde.(só cuidam de praças).

  • Diadema vive o caos total, falta atendimento a saúde, cresce desordenadamente, pois não tem plano de ação, há combate irregular de moradias, não tem fiscalização suficiente, e não atende a qualidade de vida de seus moradores.

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