Centrais sindicais farão marcha na Capital para pressionar governo | Diário Regional

Centrais sindicais farão marcha na Capital para pressionar governo

08/04/2014 4:52
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 Nobre, da CUT: “Brasil cresceu porque enfrentou a pobreza”. Foto: ArquivoSeis centrais sindicais do país pretendem reunir ao menos 40 mil trabalhadores na 8ª Marcha da Classe Trabalhadora, marcada para amanhã (9), na Capital. O objetivo da manifestação é pressionar o governo e o Congresso Nacional a avançar na pauta de interesse dos trabalhadores e discutir reivindicações como a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem corte nos salários, o fim do fator previdenciário, a correção da tabela do Imposto de Renda e o reajuste para os aposentados.

Como as centrais farão, separadamente, as comemorações do 1º de Maio deste ano, a ideia é aproveitar a marcha para fazer espécie de “antecipação” da data com os pontos comuns na agenda de cada uma delas. Com o slogan “Por mais direitos e qualidade de vida”, os manifestantes vão se reunir a partir das 10h de amanhã na Praça da Sé (região central da Capital) e seguem em passeata até o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), localizado na Avenida Paulista.

De acordo com Miguel Torres, presidente da Força Sindical, a marcha realizada no ano passado em Brasília reuniu de 40 mil a 50 mil pessoas. “A meta é repetir esse número ou superá-lo”, disse o sindicalista. “A nona alta consecutiva nos juros (na reunião do Copom, realizada semana passada) e a política econômica adotada pelo governo já têm consequências nas fábricas, que encolhem a produção e cortam empregos.”
CUT, Força Sindical, UGT; CTB, CGTB e NCST querem também discutir a manutenção da política de valorização do salário mínimo, cujo sistema de reajuste (que combina crescimento do Produto Interno Bruto do país e inflação) está previsto para terminar em 2015.

O secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, disse que os trabalhadores defenderão também a manutenção da política de crescimento econômico com distribuição de renda adotada na última década. “A Europa vive os problemas atuais porque adotou medidas extremamente con­servadoras, contra os trabalhadores, e agora colhe resultados ruins. O Brasil só cresceu nos últimos anos porque enfrentou a pobreza e promoveu a inclusão social. Esse é o caminho e não a política de aumento de juros”, disse.

Eleições
As centrais querem aproveitar o calendário eleitoral para avançar em alguns pontos da pauta, definida conjuntamente há cerca de quatro anos em um congresso que reuniu sindicalistas das várias entidades. Com a recente queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff, os sindicalistas sabem que o governo federal terá de reconstruir “as pontes” com as centrais para se preparar para disputar a reeleição.

“Vamos cobrar do governo o andamento da pauta da classe trabalhadora”, disse Wagner Gomes, secretário-geral da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB). “Todas essas reivindicações fundamentais para os trabalhadores já foram entregues ao presidente da Câmara e ao governo federal, mas não recebemos retorno e não avançamos”, comentou.

Para Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), “independentemente das diferenças entre as entidades, o foco principal é a defesa da classe trabalhadora. Por isso, a central está empenhada em levar grande número de trabalhadores para participar da marcha”.

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