Azarão contratou 12 para chegar à final | Diário Regional

Azarão contratou 12 para chegar à final

08/04/2014 5:30
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Juninho Paulista: “Com contratações pontuais, tivemos tempo para trabalhar”. Foto: ArquivoCom um sistema defensivo bem armado que surpreendeu o técnico do Santos, Oswaldo de Oliveira, o Ituano começou a ser desenhado no ano passado, durante a reta final do Campeonato Paulista e a disputa da Copa Paulista. Ameaçado de rebaixamento no Estadual, Juninho Paulista, ex-jogador e gestor do clube desde 2009, dispensou o treinador Roberto Fonseca e apostou no amigo e então auxiliar técnico Doriva.

Em quatro partidas, o técnico somou sete pontos com direito a uma vitória nos acréscimos do segundo tempo sobre o Palmeiras na última rodada – resultado que manteve o time na Série A-1. Dos 11 jogadores considerados titulares hoje, três faziam parte do elenco no Paulistão de 2013: o goleiro Vágner, o zagueiro Anderson Salles e o volante Paulinho, além do atacante reserva Marcão, autor do gol da salvação no campeonato do ano passado.

Outros dois titulares, o meia Esquerdinha e o atacante Rafael Silva, se juntaram ao trio para a disputa da Copa Paulista de 2013 – o Ituano parou nas quartas de final. Para reforçar o grupo, o clube foi ao mercado e trouxe mais de um time completo.

Foram contratados 12 jogadores apontados por Juninho Paulista como “reforços pontuais” para 2014: o lateral direito Dick, o zagueiro Alemão, o lateral esquerdo Denner, os volantes Josa e Jackson, além do meia-atacante Cristian, autor do gol da vitória sobre o Santos por 1 a 0, no primeiro jogo da decisão do Paulista.

“Com essa estrutura sólida dos garotos, fizemos contratações pontuais de jogadores experientes e tivemos condições e tempo para trabalhar”’, explicou Juninho Paulista sobre a montagem do time.

Renda
Após amargar prejuízo em quatro das sete partidas como mandante na primeira fase do Paulistão, o Ituano viu seu faturamento crescer justamente nos jogos longe do estádio Novelli Júnior em Itu. Com média de 1.060 pagantes em casa, o Ituano teve lucro de apenas R$ 3.545,16 na fase inicial. O clube arrecadou R$ 16.196,84 e teve custos de R$ 12.651,68.

O cenário mudou nas partidas eliminatórias, quando as arrecadações passaram a ser divididas entre os clubes. Em três jogos, o faturamento foi de R$ 939.628,09.

No empate sem gols diante do Botafogo, em Ribeirão Preto, pelas quartas de final, o Ituano embolsou no total R$ 70.814,43. Na oportunidade, só 118 ingressos foram vendidos para os visitantes. Contra o Palmeiras, o time faturou R$ 449.449 com 50% da arrecadação. Quatro torcedores eram rubro-negros. Contra o Santos, o Ituano ficou com R$ 419.315. A súmula não designou o número de ingressos vendidos para o clube.

Antes de a Federação Paulista de Futebol (FPF) anunciar o Pacaembu como local dos dois jogos finais, Juninho disse que tentaria, junto ao Corpo de Bombeiros, a liberação de mais assentos no Novelli Júnior – hoje liberado apenas para 8 mil pessoas, a fim de mandar um jogo em casa. Porém, desistiu. A folha salarial do time que tem Juninho Paulista como gestor gira em torno de R$ 400 mil mensais.

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