Alckmin sanciona o ‘Mais Médicos’ tucano | Diário Regional

Alckmin sanciona o ‘Mais Médicos’ tucano

08/04/2014 4:36
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Durante assinatura da lei, Alckmin aproveitou para fazer críticas à gestão federal da saúde. Foto: Divulgação/Governo do Estado de São PauloOs médicos do Estado de São Paulo que atuarem nos hospitais estaduais localizados em regiões periféricas receberão bônus de 30% em relação ao salário-base dos profissionais que trabalham em regiões mais centrais. A medida, sancionada ontem (7) pelo governador Geraldo Alckmin, complementa a Lei 1193/13, que instituiu o Plano de Carreira dos Médicos da rede estadual, promulgada em janeiro do ano passado.

“Essa lei é um avanço e a maior beneficiária será a população do Estado, que será atendida por bons médicos, bem formados, remunerados dignamente e com uma gratificação de acordo com a localidade do hospital e do serviço médico”, disse o governador.

A lei estabelece três classes: médico I (até 10 anos de serviço público), médico II (mais de 10 anos até 20 anos) e médico III (acima de 20 anos). O valor da remuneração de até R$ 17,7 mil será para o profissional de classe III com carga horária semanal de 40 horas, que receba o teto do Prêmio de Produtividade Médica, além de outras gratificações, trabalhe em unidades de saúde periféricas e tenha título de pós-doutorado. “O bônus também é um estímulo ao aperfeiçoamento profissional do médico”, acrescentou Alckmin.

Na ocasião, o governador também anunciou o aumento de vagas para residência médica. “Estamos ampliando o número para 600 vagas anuais, o que significa que em dois anos teremos 1800 vagas a mais na residência médica. Também ampliamos o número de hospitais com residência, passando de 49 para 68. Isso vai dar um upgrade nesses hospitais públicos, porque trará mais residentes, professores e serviços de ponta para atender a população”, declarou.

Críticas

Em seu discurso após a assinatura da lei, o governador aproveitou para fazer críticas à gestão federal da saúde. “O pior de tudo é a tabela do SUS, que é a maneira mais injusta de punir a saúde e de prejudicar a população. A inflação é alta e, no caso da saúde, é pior. Você não corrige a tabela do SUS, quem atende o SUS vai afundando em dívida”, disse Alckmin.

“Hoje as santas casas de misericórdia são as únicas que atendem o SUS. Antigamente, os hospitais brigavam pra atender o Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social). Hoje nem o hospital religioso. Nem com a promessa de ir pro céu querem atender.”

A crítica acontece em um cenário pré-eleitoral em que o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), configura-se como principal rival de Alckmin, que tentará a reeleição, na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes.

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