Morre no Rio aos 67 anos, vítima de infarto, o ator e diretor José Wilker | Diário Regional

Morre no Rio aos 67 anos, vítima de infarto, o ator e diretor José Wilker

06/04/2014 7:00
Print Friendly

Última aparição de Wilker na TV aconteceu na quarta. Foto: ArquivoO ator José Wilker, 67, morreu ontem (5) vítima de um infarto fulminante, enquanto dormia. Ele estava na casa da namorada, a jornalista Cláudia Montenegro em Ipanema, zona sul do Rio. Médicos foram chamados, mas não conseguiram reanimá-lo. Além de ator, Wilker também era diretor e crítico de cinema. Ontem, ele dirigiu um ensaio da peça O Comediante, com Ary Fontoura.

Sua última aparição na TV aconteceu na quarta-feira, no programa Vídeo Show, da TV Globo, quando deixou registradas as marcas de suas mãos, além de um autógrafo.

Wilker deixa duas filhas: Mariana, com a atriz Renée de Vielmond, e Isabel, com a também atriz Mônica Torres. “Só tenho amor, muito amor, e agora saudades, sempre”, disse Isabel hoje, em sua conta na rede social Instagram.

O ator também foi casado com a atriz Guilhermina Guinle. O corpo foi velado no Teatro Ipanema, onde encenou várias peças, entre elas O Arquiteto e o Imperador da Assíria, que lhe rendeu o Prêmio Molière em 1970.
Será cremado na tarde de hoje no Memorial do Carmo, em cerimônia fechada.

Carreira
Wilker viveu inúmeros papéis marcantes nos cerca de 50 filmes e 30 novelas que fez. No cinema, interpretou Vadinho, de Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976) e Lorde Cigano, de Bye Bye Brasil (1980).

Na TV, foi Luís Roque Duarte em Roque Santeiro (1985) e Giovanni Improtta em Senhora do Destino (2004). Sua última participação em novelas foi em 2013, em Amor à Vida, de Walcyr Carrasco.

Também encarnou personagens históricos, como Tenório Cavalcanti, em O Homem da Capa Preta (1986). Como diretor de TV, comandou o humorístico Sai de Baixo (1996) e duas novelas globais.

Nascido em Juazeiro do Norte, no Ceará, em 1946, Wilker era filho de uma dona de casa e de um caixeiro-viajante. Mudou-se ainda criança com a família para o Recife. Sua primeira experiência em dramaturgia foi aos 13, como figurante de teleteatro da TV Rádio Clube, do Recife.

A carreira começou no Movimento Popular de Cultura do Partido Comunista, onde estudou teatro, dirigiu espetáculos e fez documentários.

Chegou a cursar sociologia na PUC do Rio, mas mudou de ideia para dedicar-se ao teatro. Foi convidado por Dias Gomes para sua primeira novela, Bandeira 2 (1971). Em 1975, protagonizou sua primeira novela, Gabriela. Cinéfilo, Wilker dirigiu a Riofilme (2003-08), apresentou programas sobre cinema e foi comentarista de transmissões da cerimônia do Oscar.

Palavras-chave:


Comente esta matéria


Atenção! O comentário aqui postado é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do Diário Regional. Comentários discriminatórios ( contra raça, sexualidade, cor, crença e outros) , que violem a lei, a moral e os bons costumes poderão ser denunciados pelos internautas , removidos ou não publicados pela redação.
%d blogueiros gostam disto: