Hotéis temem superoferta após Copa do Mundo | Diário Regional

Hotéis temem superoferta após Copa do Mundo

06/04/2014 8:22
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SÃO PAULO – Os dias depois da Copa do Mundo preocupam os setores hoteleiros de Manaus, Cuiabá e Belo Horizonte, que já traba­lham com a ideia de super­oferta de leitos de­pois de a bola parar de rolar.

Para empresários e associações, na concorrência que deve se instalar após o torneio, os mais prejudicados serão os pequenos hotéis. Os empreendimentos menores seriam substituídos pelos de rede, em movimento parecido com o que ocorreu em São Paulo há dez anos.

As redes começaram a ir para Belo Horizonte, Manaus e Cuiabá após 2009, quando as sedes foram reveladas. Desde então, o número de hotéis se multiplicou. Na Capital de Mato Grosso, a quantidade de leitos deve pular de 12 mil, em 2009, para 17 mil durante a Copa – alta de 41%.

“Cuiabá tem a situação mais alarmante. Não tem uma economia pungente ou grandes atrativos turísticos. Nem fizemos estudos sobre ela porque não valia a pena”, diz o presidente da consultoria especializada BSH, José Marino.
O especialista vê Be­lo Horizonte e Manaus em melhor patamar, pois têm ambiente de negócios mais desenvolvido.

Nas cidades-sede, as construções em série foram consequência da baixa oferta de leitos quando os locais foram definidos. O desejo de aproveitar a oportunidade, entretanto, levou a decisões sem planejamento.

“O pessoal começou a construir. Porém, fazer um hotel não é como fazer um restaurante. É preciso identificar a demanda”, diz Nerleo de Souza, vice-presidente da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis (Abih).



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