Com uma casa de parto do SUS, S.Paulo ganhará mais oito unidades | Diário Regional

Com uma casa de parto do SUS, S.Paulo ganhará mais oito unidades

06/04/2014 5:27
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SÃO PAULO – A boa e rápida recuperação foi a principal motivação da policial Emylaine Teixeira, 23 anos, para decidir por um parto normal. Mãe de primeira viagem, não se sentia confortável de saber que a maioria dos hospitais cobertos pelo plano de saúde poderia induzi-la a uma cesariana. “Vi que eu precisava me informar”, declarou.

Ao longo da gestação, descobriu que a escolha envolve também relação de aproximação com o bebê e com a família. Augusto nasceu no dia 27 de março, na Casa de Parto de Sapopemba. Até então a única casa de parto do Sistema Único de Saúde (SUS), em São Paulo. O município agora vai contar com mais oito unidades.

“Entrei de cabeça nesse assunto e entendi a concepção do parto humanizado. Procurei hospitais, mas resolvi que não queria ter meu filho lá”, relatou. Antes de chegar a Sapopemba, na zona leste paulistana, Emylaine esteve na Casa Angela, uma unidade ligada à Associação Comunitária Monte Azul, na zona sul. Atualmente, também é uma opção para ter parto natural na capital paulista, mas o atendimento só é gratuito para os moradores da região. Por mês, em média 20 bebês nascem na Casa de Parto de Sapopemba, segundo a Secretaria de Municipal de Saúde.

Cesáreas

As cesarianas representam 82% dos nascimentos na rede particular no país, e quase 38% dos partos na rede pública, de acordo com o Ministério da Saúde. A média brasileira de cesarianas é 52%, quando a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que não ultrapasse 15%.

Serão criados em São Paulo seis Centros de Parto Normal (CPNs), sob responsabilidade da prefeitura, e dois em maternidades do governo estadual. As unidades – três na zona leste, dois na oeste, dois na sul e uma no centro – fazem parte da Rede Cegonha, programa do Ministério da Saúde. O investimento do governo municipal é de aproximadamente R$ 82,9 milhões. Cada centro terá cinco quartos com capacidade para fazer até 80 partos por mês. Apesar de terem sido anunciadas no mês de março, ainda não há prazo para que comecem a funcionar.



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