Atraso no pagamento causou falta de capinação em S.André | Diário Regional

Atraso no pagamento causou falta de capinação em S.André

04/04/2014 10:14
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Nogueira jogou a culpa nos restos a pagar deixados por Aidan Ravin - Foto: Eberly Laurindo/Especial para o DRA Prefeitura de Santo André anunciou que haverá um aumento no número de equipes de capinação da cidade, das atuais 15 para 29. O contrato assinado no começo de 2013 com vigência de um ano, no entanto, previa que a empresa Serg Paulista tivesse 36 equipes para o exercício de 2013.

“Onde estão essas equipes que não vemos nas ruas? Em Paranapiacaba?”, ironizou Toninho de Jesus (SDD). Ele vai solicitar o cronograma de trabalho feito pela Serg Paulista nos últimos 90 dias.

O secretário de Relações Institucionais e Projetos Especiais, Tiago Nogueira (PT), jogou parte da culpa da falta de capina aos restos a pagar deixados pela gestão anterior. “Não conseguimos manter todos os fluxos de pagamento e as empresas também não conseguem atender tudo”, reconheceu. A empresa deveria receber R$ 9,56 milhões para a manutenção das áreas verdes urbanas ao longo do ano passado, mas segundo consta no Portal Transparência, foram executados R$ 7 milhões. Nogueira, no entanto, acredita que a partir deste mês o serviço volte ao normal com o acerto de contas.

Vereadores reclamaram do serviço de capinação em diversos bairros, durante a sessão realizada terça-feira (1º) e uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) chegou até a ser cogitada. O descontentamento é geral, até mesmo parlamentares da bancada do prefeito Carlos Grana (PT), caso do vereador José Montoro Filho, o Montorinho (PT).

Paralisação

O Paço também teme que a greve dos coletores de lixo na região, com exceção de Rio Grande da Serra, respingue nas contas públicas. “É evidente que a prefeitura paga as contas”, comentou Nogueira. O serviço é terceirizado por três empresas: Construrban, Pe­ralta Ambiental e Dalex.

O secretário de Administração e Modernização, Antonio Leite (PT), comentou que um possível aumento de repasse da prefeitura para as contratadas não foi pautado no Executivo, mas que pode ser uma demanda. Uma audiência que definirá a continuidade da greve está agendada para hoje. Os lixeiros pedem 15% de reajuste no salário, enquanto os patrões concordam com 10% em relação ao ano anterior.



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