TCE aponta falhas em compra de material escolar na gestão de Mário Reali | Diário Regional

TCE aponta falhas em compra de material escolar na gestão de Mário Reali

03/04/2014 11:19
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Mário Reali fechou contrato de R$ 2,6 milhões para compra de kits. Foto: ArquivoO Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) julgou irregular, ontem (2), contrato firmado, em 2011, entre a Prefeitura de Diadema e a empresa G8 Comércio de Equipamentos, Serviços e Representações Ltda. para o fornecimento de 32 mil kits de material escolar. Segundo relatório do conselheiro Robson Marinho, houve falhas no processo licitatório que envolveu a administração do ex-prefeito Mário Reali (PT) e que resultou em um contrato de R$ 2,6 milhões, ou R$ 82,40 por unidade escolar. Responsável pela abertura do certame, a ex-secretária de Finanças do município Adelaide Maria Bezerra Maia de Moraes foi multada em pouco mais de R$ 10 mil.

Entre as questões apontadas, o TCE-SP questiona o motivo que levou a administração aceitar a compra de material escolar da empresa vencedora, sendo que durante o certame outras empresas apresentaram valores mais baixos. Na ocasião, Adelaide respondeu à corte que a logística de entrega ponto a ponto e da qualidade diferenciada dos materiais foram os pontos essenciais para a vitória da G8, mesma empresa responsável atualmente pelo fornecimento de kit escolar na gestão do prefeito Lauro Michels (PV).

Em sua decisão, o conselheiro relatou que sua assessoria fez pesquisa de preço para estabelecer parâmetros de comparação e detectou que os produtos relacionados na lista de compras, vendidos no varejo em janeiro deste ano, custariam R$ 66,40 por kit escolar. Robson Marinho apontou ainda que, ao aplicar a inflação entre 2011 até este ano, o valor atualizado dos produtos chega a R$ 98,61, diferença de R$ 32,21 se comparado ao levantamento feito pelo conselheiro.

“Não se mostra crível que a embalagem do kit, a personalização de alguns de seus itens e a sua entrega na unidade escolar possa compor custos da ordem de R$ 32,21. Esse conjunto de fatos, omissões e evidências é determinante para se afirmar que há um quadro de afronta aos princípios da economicidade e da moralidade administrativa”, afirmou o conselheiro. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Prefeitura de Diadema informou que não vai se manifestar sobre o assunto até ser notificada oficialmente.

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1 Comentário

  • marco antonio

    E ai cambada de vagabundos PTRALHAS não vão criticar o Mario Reali por essa compra de material escolar?

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