Sem acordo, vereadores esvaziam sessão extra | Diário Regional

Sem acordo, vereadores esvaziam sessão extra

03/04/2014 2:20
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Tião Mateus: “falta articulação para projetos simples”; Lima: “não teremos mais acordos”. Fotos: ArquivoO clima ficou tenso durante a sessão de ontem (2) na Câmara de São Bernardo. Os vereadores não conseguiram chegar ao consenso para a aprovação, em bloco, de 28 requerimentos de congratulação. O presidente da Casa, Tião Mateus (PT), convocou sessão extraordinária para votar essas matérias e o requerimento para desarquivar o Código de Ética, mas a maioria dos legisladores resolveu se retirar, impedindo a votação.

A confusão começou no fim da sessão ordinária, quando o líder do PT na Câmara, Antônio Carlos da Silva, o Toninho da Lanchonete, pediu a suspensão dos trabalhos para buscar o entendimento. Como não houve acordo, o petista pediu a convocação da sessão extraordinária, que foi aceita. Enquanto Mateus fazia a leitura das matérias a serem votadas, Marcelo Lima (PPS) questionou o presidente sobre a nova sessão, que teria sido convocada à revelia da oposição. O popular-socialista defendeu nova conversa para buscar o acordo de lideranças, mas Mateus não aceitou.

Com a negativa de Tião Mateus, Lima reclamou. “Gostaria de informar que não teremos mais acordos nesta Casa. Não só nesta sessão, mas no restante das sessões deste ano”, afirmou o popular-socialista.
Então, os vereadores de oposição, juntamente com a maioria dos integrantes da base aliada, retiraram-se em repúdio à decisão de Mateus. Julinho Fuzari (PPS) reclamou da falta de acordo. “Tínhamos um acordo de cavalheiros segundo o qual todos os requerimentos de congratulação seriam aprovados por meio de acordo de lideranças. Porém, tenho um requerimento tramitando há um mês e eles (os vereadores do PT) não querem votá-lo”, explicou.

A nova sessão foi aberta com apenas 11 vereadores no plenário e os trabalhos foram encerrados uma hora depois por falta de quórum. Para Tião Mateus, falta articulação para aprovação de “projetos simples”. “Alguns vereadores não aceitam fazer acordo e inviabilizam as votações. Quando 27 querem um acordo, mas aparece um que não quer, ele inviabiliza (o acerto)”, explicou o petista, culpando tanto governistas quanto oposicionistas.

Imagens
O clima tenso não impediu a aprovação, por unanimidade, do projeto de lei do Executivo que disciplina o uso das imagens feitas pelo Centro Integrado de Monitoramento (CIM). O equipamento será inaugurado amanhã (4), com a presença do ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo.

Quatrocentas câmeras vão monitorar os principais locais da cidade e serão utilizadas pelas polícias Civil e Militar, pelo Departamento de Engenharia de Tráfego e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). As imagens serão armazenadas por 15 dias e só poderão ser solicitadas por órgãos oficiais de Justiça. Pery Cartola (SDD) tentou emplacar emenda para dobrar o tempo de armazenamento, mas após reunião com o secretário municipal de Segurança Urbana, Benetido Mariano, o oposicionista transformou a proposta em indicação ao prefeito Luiz Marinho (PT).

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