Funcionário da Câmara vai depor na CPI da Craisa | Diário Regional

Funcionário da Câmara vai depor na CPI da Craisa

03/04/2014 13:09
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Donizeti tem questionado a condução da CPI. Foto: Eberly Laurindo especial para o DRPresidente da Câmara, Donizeti Pereira (PV) afirmou que não está preocupado com o depoimento que seu assessor Alair Magni fará amanhã (4), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André (Craisa).

O assessor trabalha com Pereira desde o começo do atual mandato e já ocupou cargos de confiança em gestões anteriores e, em especial, na de Aidan Ravin (PSB), quando era um dos responsáveis no departamento de licitações. “Estou muito à vontade e tranquilo em relação a isso. Quando ele trabalhava na prefeitura não era por minha indicação”, revelou o verde.

A convocação para a CPI se deu porque os integrantes da comissão estão incomodados com a falta de informações e prestação de contas da empresa Logos do Brasil, relativas a 2012. A companhia foi responsável por operar as barracas das festas juninas realizadas na Craisa durante o quadriênio de Aidan à frente do Paço (2009-12).

Na última oitiva, o presidente da CPI, José Montoro Filho, o Montorinho (PT), questionou o antigo superintendente da autarquia Reinaldo Abud sobre o porquê de a empresa ter sido homologada para realizar os serviços sendo que tem uma dezena de pendências judiciais em outros municípios. Atualmente, os sócios estão com os bens bloqueados pela Justiça. Abud afirmou que a Secretária de Gabinete foi quem tomou a frente do processo licitatório. O certame foi considerado irregular pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Economista e graduando em Direito, Magni falará antes do ex-secretário de Cultura Roberto Panini. Os depoimentos são aguardados para as 10h e 11h, respectivamente.

Críticas
Assim como Abud, que questionou judicialmente a CPI porque não tinha ciência se estava sendo ouvido como testemunha ou réu, o presidente da Casa também questionou a condução da comissão, porém de forma mais cordial. Pereira e Montorinho se estranharam nas últimas sessões do Legislativo. O petista cobra ações mais contundentes da presidência sobre o fato dos seis advogados da Assessoria Técnica Legislativa se recusarem a prestar consultoria à CPI.

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