Fogo destrói barracos em favela na região da Penha e deixa quatro feridos | Diário Regional

Fogo destrói barracos em favela na região da Penha e deixa quatro feridos

03/04/2014 4:40
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Duas crianças sofreram queimaduras graves; 1.600 estão desabrigados. Foto: ABCDigipress/FolhapressIncêndio de grandes proporções atingiu favela da região da Penha, na zona leste de São Paulo, na tarde de ontem (2). O fogo deixou duas crianças em estado grave e dois adultos com ferimentos leves.Houve, ainda, princípio de tumulto envolvendo moradores e policiais militares.

O incêndio começou por volta das 15h20 na altura do número 320 da rua Aracati e foi controlado apenas depois das 18h. Os bombeiros e a Defesa Civil afirmaram que em torno de 400 barracos foram atingidos, deixando cerca de 1.600 pessoas desabrigadas.

A assessoria dos bombeiros chegou a dizer mais cedo que havia cem barracos no local e que 70 tinham sido destruídos, mas a informação foi atualizada.

Segundo o tenente-coronel Alexandre Augusto de Souza, dos bombeiros, quatro pessoas precisaram de atendimento médico, sendo três por intoxicação e uma por uma queimadura sofrida na mão. A assessoria da Subprefeitura da Penha confirmou duas crianças entre os feridos.

Ao todo, 26 carros da corporação trabalharam no controle das chamas. A falta de acesso dificultou o trabalho dos bombeiros. Por volta das 19h, as equipes ainda faziam o rescaldo. Foram deslocadas para o local equipes da Defesa Civil, da subprefeitura e da Secretaria da Assistência Social. A Eletropaulo também foi acionada para desligar a energia no local.

Segundo coordenador-geral da Defesa Civil, José Kokai Kato, foi oferecido abrigo para as famílias afetadas em uma quadra poliesportiva da região. Também está sendo feito o cadastramento das pessoas para que possam receber auxílio-moradia.

Tumulto
Houve um tumulto envolvendo moradores e policiais militares no início da noite de ontem, quando bombeiros ainda controlavam o incêndio. A PM chegou a lançar ao menos uma bomba de efeito moral e usou balas de borracha para dispersar um grupo de pessoas. Os moradores teriam acusados policiais que estavam no local de bloquear a passagem para os barracos.

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