Queda de Dilma 'retrata o momento', diz Vicentinho | Diário Regional

Queda de Dilma ‘retrata o momento’, diz Vicentinho

30/03/2014 9:46
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Para Vicentinho, turbulência na base é momentânea. Foto: Eberly Laurindo especial para o DRApós participar da inauguração do Centro de Atletismo Professor Oswaldo Terra, ontem (29), em São Bernardo, o deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT-SP), demonstrou serenidade ao comentar a queda na popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT). Para o petista, o levantamento “retrata o momento” político vivido pela presidente.

“Sempre digo (isso) sobre pesquisas. Quando (Dilma) está bem, digo que retrata o momento e quando não está bem, digo que retrata o momento, embora os próprios levantamentos indiquem que o ex-presidente Lula (Luiz Inácio Lula da Silva, PT) tinha popularidade inferior à dela neste mesmo período de 2006 e quase ganhou (a eleição) no primeiro turno”, destacou Vicentinho, lembrando de que o ex-presidente chegou a ter só 28% de aprovação em dezembro de 2005, período pós-mensalão.

Na última pesquisa CNI/Ibope, divulgada na quinta-feira (27), Dilma viu sua popularidade cair para 36%, sete pontos a menos do que no levantamento de novembro de 2013. Também indica que a presidente também teve queda no índice de confiança de 52% para 48%.

Dilma vive momento conturbado com a base governista, principalmente com os deputados do PMDB. Empossado líder do PT na Câmara, Vicentinho acredita que a turbulência é “momentânea”.

“Acho que, do ponto de vista do bloco, tenho a impressão de que todos voltarão para o seu leito (político), ou seja, o governo terá a maioria para aprovar projetos. Claro que a oposição tem candidatos que não crescem, como o (governador) de Pernambuco (Eduardo Campos, PSB) e o (senador) Aécio (Neves, PSDB-MG), e por isso vai criar factóides ou exagerar nas críticas, como no caso da Petrobras. Temos de estar preparados para isso. São ações politiqueiras e eleitoreiras, mas tenho a impressão de que se o bloco (governista) estiver unido, tudo o que é falado vai virar fumaça”, explicou.

Para o deputado, o que o governo deve fazer é prestar atenção no “recado das ruas”. “Temos de trabalhar e ouvir, com todo respeito, a opinião do povo, as críticas. Temos de sempre estar com os ouvidos abertos para o clamor popular. Isso é muito importante.”

Manifestações
Durante o discurso na inauguração do Centro de Atletismo, Vicentinho fez críticas às “quebradeiras” ocorridas em algumas manifestações contra os gastos do governo para a Copa do Mundo. “Ao invés de quebrar as coisas, deveríamos gastar nosso tempo nos preparando para receber bem os turistas e divulgar uma cultura de paz para o mundo. Temos de lembrar que muitos países queriam receber uma Copa e uma Olimpíada, mas confiaram isso ao Bra­sil e precisamos ter orgulho disso”, declarou.

Após o evento, o petista explicou que não é contra protestos. “As manifestações são altamente democráticas. Agora, o que depõe contra o movimento é a quebradeira, e o vandalismo. É sobre isso que estou falando. Sobre as manifestações, o povo está livre (para fazê-las)”, comentou Vicentinho.

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