Cabeça encontrada na Praça da Sé é de corpo esquartejado | Diário Regional

Cabeça encontrada na Praça da Sé é de corpo esquartejado

30/03/2014 7:28
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Polícia comparou tecidos da área do pescoço para confirmar que as partes eram da mesma vítima. Foto: Adriano Lima/Agência O Dia/Estadão ConteúdoO secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, confirmou ontem (29) que a cabeça humana encontrada na quinta-feira na Praça da Sé, no centro, pertence ao corpo encontrado em ruas de Higienópolis há uma semana. “(A cabeça) é da vítima, já está confirmado. Agora vamos tentar identificar a vítima, que é parte importante da investigação”, afirmou, em evento no litoral paulista.

A Polícia Técnico-Científica comparou tecidos da área do corte do pescoço para confirmar que as partes eram da mesma vítima. Desde que a cabeça foi encontrada na Sé já existia essa suspeita. A polícia continua sem pistas de quem é o assassino, a vítima e qual a motivação.

A cabeça foi encontrada em decomposição, o que dificulta seu reconhecimento. Técnicos estão trabalhando para reconstituir, por meio de computação gráfica, a face do morto, um homem branco que aparentava ter entre 30 e 40 anos de idade.

Uma questão que intriga investigadores é onde teria ficado guardada a cabeça entre domingo e quinta-feira. Faltam ainda ser encontradas a bacia, com os órgãos genitais, e as pontas dos dedos, que foram cortadas provavelmente para impedir a identificação pelas digitais. Exames nas mãos encontradas mostram que o homem tentou se defender de seu agressor antes de morrer. A polícia procura familiares de homens que tenham desaparecido para tentar identificar o morto.

Entenda o caso
No último domingo, um morador de rua que revirava o lixo achou uma perna inteira, o pedaço de outra e dois braços em um saco preto, na esquina das ruas Sabará e Sergipe, por volta das 8h. Assustado, o homem foi até um mercado e pediu para que a polícia fosse chamada.
As pontas dos dedos das mãos foram arrancadas -a polícia acredita que para dificultar a identificação pelas impressões digitais. A cerca de 450 metros dali, na rua Coronel José Eusébio, uma mulher que fazia o serviço de limpeza da rua achou outra parte do corpo, em um carrinho de feira de tecido azul, por volta das 12h.

O tronco da vítima, sem parte da pele, estava enrolado em um vestido vermelho. O terceiro pedaço do cadáver, uma coxa, estava em uma floreira da rua da Consolação, a 200 metros de onde estava o carrinho de feira.

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