PT quer incluir metrô de S.Paulo e Suape na CPI da Petrobras | Diário Regional

PT quer incluir metrô de S.Paulo e Suape na CPI da Petrobras

28/03/2014 9:47
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BRASÍLIA – No dia em que a oposição formalizou o pedido de criação da CPI da Petrobras no Senado, o Planalto orientou sua base aliada a propor a inclusão de “aditivos” no objeto de investigação da comissão que podem atingir o PSDB de Aécio Neves e o PSB de Eduardo Campos, principais adversários de Dilma Rous­seff na eleição deste ano.

A ideia é que, além da polêmica compra da refinaria de Pasadena, a CPI investigue também as suspeitas de formação de cartel e fraude à licitação de trens em São Paulo, que atinge os tucanos, e o porto de Suape, administrado por Campos. PSDB e PSB articularam a CPI da Petrobras.

A estratégia foi definida em reunião com a presidente Dilma como alternativa à operação de retirada de assinaturas do requerimento protocolado ontem (27) pela oposição, que conta com o apoio de 29 senadores, sendo oito de partidos da base aliada.

O governo ainda não desistiu de convencer os aliados a desistir da comissão, mas já reconhece que a operação tem poucas chances de dar certo. As pressões serão concentradas em Sérgio Petecão (PSD), Clésio Andrade (PMDB) e Eduardo Amorim (PSC).

A nova estratégia do Planalto foi colocada em prática ontem (27) simultaneamente na Câmara e no Senado. A equipe presidencial diz que a tática é respaldada em precedentes no Congresso, como no caso da CPI das ONGs, na qual foram feitos aditivos.

Comissão mista

Como terá maioria na comissão, o governo quer, inclusive, iniciar as investigações pelas irregularidades no metrô paulista, com o argumento de que seriam mais antigas. O Planalto ainda tentará fazer com que a CPI seja mista (Câmara e Senado).

A oposição vai combater a operação sob o argumento de que é necessário que os temas tenham vinculação com o objeto da CPI, que é a Petrobras.

Ontem, o líder do PT na Câmara, Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, não conseguiu explicar o motivo de incluir o porto de Suape nas investigações. O mesmo aconteceu com o caso dos trens de São Paulo.

Lançada pelo PSDB, a CPI da Petrobras, além de investigar o caso Pasadena, tem como alvo o suposto superfaturamento de refinarias, irregularidades em plataformas e a suspeita de que uma empresa holandesa pagou propina a funcionários da estatal. A previsão é de que dure 180 dias.

A ideia de criar a CPI ganhou o apoio final necessário com a adesão dos senadores do PSB. Aliado do Planalto, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), resistia à investigação, mas disse que “não há mais o que fazer” e que discutiria com os líderes sua instalação. A oposição cobrou pública e reservadamente que Renan leia o pedido de CPI até terça-feira.



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