Prefeitura de Santo André negocia com integrantes de ocupação | Diário Regional

Prefeitura de Santo André negocia com integrantes de ocupação

28/03/2014 10:56
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Manifestante permaneceu acorrentado a poste até ter a garantia de reunião - Foto: Eberly Laurindo/Especial para o DRAs cerca de 100 pessoas que ocupam há mais de um mês terreno na rua Fernão Dias, Bairro Campestre em Santo André, conquistaram importante vitória na tarde de ontem (27). O prefeito Carlos Grana garantiu que o mandado de reintegração de posse, expedido no último dia 13, não será executado até a próxima segunda-feira (31), quando uma comissão de moradores será recebida pela Secretaria de Habitação. “Essa é a primeira vitória efetiva do movimento”, afirmou o presidente da Associação dos Moradores Organizados por Regularização Fundiária (Amorfe), João Eudes.

Aproximadamente 60 pessoas realizaram protesto no Paço Municipal e duas pessoas – o presidente da Amorfe e a auxiliar de serviços gerais Daiane Nunes Freitas – chegaram a se acorrentar a um poste. Com gritos de “prefeito desce” e “desacorrente as famílias”, as pessoas fizeram muito barulho com apitos e cornetas até que o secretário de Comunicação, Leandro Laranjeira, informou sobre a reunião com a Secretaria de Habitação.

A promessa de encontro não foi o bastante para acalmar os ânimos e os dois manifestantes exigiram a presença do secretário e um compromisso por escrito de que a reintegração de posse não seria executada. Após alguns minutos de tensão, o prefeito Carlos Grana foi até os manifestantes e reiterou o compromisso agendado e garantiu que a Polícia Militar e o Poder Judiciário já haviam sido comunicados sobre a suspensão da reintegração de posse.

Área particular

“Até agora, não conseguimos nada. Entendemos que o terreno é particular, mas se o poder público não puder fazer alguma coisa por nós, quem vai poder?”, questionou Eudes. “Queremos que a prefeitura compre ou desaproprie o terreno, ou ao menos nos ajude na negociação com os proprietários”, completou.

“Tenho quatro filhos, um deles deficiente, e fui despejada porque não aguentei mais pagar o aluguel. Agora estou no terreno com a minha família, não podem simplesmente nos jogar na rua. Não é só em época de eleição que a gente quer ser ouvido”, declarou Daiane.

A ordem de reintegração de posse do terreno no Bairro Campestre foi expedida no dia 13 de março pelo juiz José Francisco Matos da 9ª Vara Cível Foro de Santo André e atende a pedido de duas empresas, Calicanto Incorporadora Ltda. e Aquiléia Incorporadora Ltda. Representantes das empresas não foram localizados para comentar o caso.



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