Cleuza Repulho rebate críticas à compra de kits escolares em São Bernardo | Diário Regional

Cleuza Repulho rebate críticas à compra de kits escolares em São Bernardo

28/03/2014 10:50
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 Cleuza credita mudanças em materiais por motivos ambientais - Foto: ArquivoA secretária de Educação de São Bernardo, Cleuza Repulho, rebateu as críticas à compra dos kits de uniformes escolares em 2013. Em entrevista à TV Bernô, a secretária relembrou os problemas que teve com o Tribunal de Contas do Estado (TCE), que barrou a licitação, impedindo a entrega dos kits no ano passado e atrasando o for­necimento em 2014.

“Comprávamos os kits por modalidade. O que é isso? Adquiríamos para pré-escola, ensino fundamental, educação de jovens e adultos (EJA), em uma única compra. O TCE pediu para que dividíssemos isso em vários lotes e questionamos por conta disso. Foi dada a palavra final e a prefeitura definiu que faria (a compra) por vários lotes. Então, fizemos essa licitação”, explicou Cleuza, sobre o processo que custou R$ 23,4 milhões aos cofres da prefeitura.

Além da falta de entendimento com o Tribunal de Contas, outra questão que atrasou a entrega dos kits foi o tempo hábil dado às empresas que venceram o certame. A secretária informou que todos os kits serão entregues até o dia 4 de abril, data limite estipulada em contrato. “Se, por um acaso, (a empresa) ultrapasse esse limite, será advertida e multada”, afirmou.

Segundo a prefeitura, cerca de 90 Escolas Municipais de Ensino Básico (EMEBs) já receberam os kits, além das creches conveniadas (que não tiveram os números revelados). O objetivo é fazer a entrega para as 194 unidades até o fim da próxima semana.

O kit básico de uniformes vem com três camisetas de verão e duas de inverno, duas calças, uma jaqueta, uma bermuda ciclista para as meninas e uma bermuda para os meninos, um avental para as crianças da pré-escola, e três pares de meia. A mochila, um dos alvos de investigação do Grupo de Atuação Especial ao Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na compra dos kits escolares, também foi adquirida. Nesse caso, a peça é comprada a cada dois anos, “por motivos ambientais”.

Qualidade

Outra crítica feita sobre a compra foi a qualidade dos materiais escolares distribuídos aos alunos da rede pública de ensino. O vereador José Alves da Silva, o Índio (PR), que tem uma filha que estuda em uma escola municipal, reclamou da qualidade dos cadernos. “Ela recebeu um caderno com uma capa muito ruim. Como pode uma criança estudar com um ma­terial desses?”, indagou.

Para Cleuza Repulho, as reclamações se devem à mudança nas embalagens. A secretária relatou que as cadernetas, por exemplo, antes eram distribuídas em embalagens plásticas. Porém, devido ao trabalho que a prefeitura vem fazendo na coleta seletiva, o material passou a ser entregue em embalagens recicláveis. “Cabe destacar que são produtos de qualidade, como canetas BIC, lápis de cor Faber Castell e massa plástica Acrilex, entre outras”, afirmou a prefeitura por meio de nota.



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