EUA e União Europeia alertam para risco de mais sanções à Rússia | Diário Regional

EUA e União Europeia alertam para risco de mais sanções à Rússia

27/03/2014 9:49
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Em comunicado conjunto, líderes da União Europeia e o presidente norte-americano, Barack Obama, reafirmaram o apoio à Ucrânia no conflito contra a Rússia em relação à península da Crimeia. No documento, os Estados Unidos e a União Europeia condenam a “anexação ilegal” da Crimeia e apelam à Rússia para que se engaje em um “diálogo significativo” com a Ucrânia, a fim de encontrar uma solução política para a questão.

“(A adoção de) outras medidas por parte da Rússia (no sentido) de desestabilizar a situação na Ucrânia levaria a consequências adicionais e de longo prazo para as relações dos Estados Unidos e da União Europeia com a Rússia em uma ampla gama de áreas econômicas”, informou o documento.

Em coletiva de imprensa após a realização da Cúpula União Europeia-Estados Unidos, em Bruxelas, na Bélgica, os líderes afirmaram que o comportamento do governo russo deixa o país em posição “isolada” em nível global. Obama e os presidentes da Comissão Europeia, José Durão Barroso, e do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, garantiram que manterão uma ação coordenada para aprofundar as sanções caso o presidente russo, Vladimir Putin, continue com ações de desestabilização da Ucrânia.

Segundo Barroso, a anexação da Crimeia pela Rússia é inaceitável e “uma desgraça em pleno século 21”. Obama ressaltou que, se a Rússia não voltar atrás, as relações com os Estados Unidos e a União Europeia não melhorarão. “Se essas ações continuarem, o isolamento será maior e as sanções vão aumentar, isso vai afetar a economia (russa)”, pontuou.

Ontem, o presidente interino da Ucrânia, Olexander Tuchinov, pediu ao Parlamento do país que autorize a realização de exercícios militares com parceiros da Organização do Tratado do Atlântico (Otan), aliança militar intergovernamental que pode responder a um ataque russo caso seus Estados-Membros concordem. Se forem aprovados os exercícios, as tropas americanas poderão ficar mais próximas das forças russas que estão na península da Crimeia.



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