São Bernardo assina primeiro 'Minha Casa' com elevador | Diário Regional

São Bernardo assina primeiro ‘Minha Casa’ com elevador

26/03/2014 11:27
Print Friendly

Cardoso, Silva e Marinho celebram a assinatura do contrato - Foto: Eberly Laurindo especial para o DRA Prefeitura de São Bernardo, em parceria com a Caixa Econômica Federal e o governo do Estado de São Paulo – por meio do Programa Casa Paulista –, assinou, ontem (25), com o Sindicato dos Servidores, o Centro de Formação Popular Frei Betto e o Movimento Sem Terra de Luta (MSTL) o primeiro contrato do programa Minha Casa, Minha Vida/Entidades, que vai viabilizar a construção de 800 unidades habitacionais, divididas em dois conjuntos de 500 e 300 unidades, em um terreno adquirido com recursos do programa no bairro Cooperativa. O empreendimento será o primeiro do MCMV na cidade que vai contar com elevador. As obras devem ter início em até 120 dias e o prazo de conclusão é de até 24 meses.

“As pessoas que vão morar nessas unidades já estão acostumadas com essa dinâmica em uma vida mais organizada. Em comunidades mais frágeis, menos organizadas, ainda estamos estudando testar elevadores. Por conta da grande concentração de pessoas e também dos custos que esse equipamento demanda, maior consumo de energia elétrica, entre outros”, explicou a secretária de Habitação do município, Tassia Regino. O coordenador nacional do MSTL Eduardo Cardoso declarou que a assinatura do empreendimento é uma conquista coletiva.

O prefeito Luiz Marinho destacou a importância da parceria com os governos federal – que aportou recursos do programa Minha Casa, Minha Vida – e com o estadual – que complementa o valor das unidades com R$ 20 mil por apartamento a fundo perdido, por meio do programa Casa Paulista. “Os três entes atuando em conjunto transformam sonhos em realidade”, declarou. O empreendimento conta com investimentos de cerca de R$ 76 milhões.

O superintendente da Caixa Econômica Federal, Everaldo Coelho da Silva, lembrou aos futuros moradores a importância de preservar as unidades, que tem um custo estimado em R$ 100 mil, incluindo a compra do terreno, e pelas quais as famílias vão pagar cerca de R$ 9 mil em um período de dez anos. “Não caiam no conto da venda. Quem vender a unidade, nunca mais será atendido em programas sociais e o próprio apartamento será tomado pela Caixa”, alertou.

Vender a tão sonhada moradia própria não passa pelas mentes da doméstica Francisca Fortunato da Silva e da aposentada Marizete dos Santos Barbosa, que integram o MSTL há mais de três anos. “Nunca pensei em desistir. Mesmo demorando, sabia que um dia íamos conquistar nossa moradia. E esse dia chegou”, afirmou Francisca. As duas são moradoras de Diadema – o empreendimento vai atender também moradores de São Paulo e de São Bernardo – e a troca de cidade não será um problema. “Só de pensar em deixar o aluguel para trás, a gente iria para qualquer lugar”, completou Marizete.



1 Comentário

Comente esta matéria


Atenção! O comentário aqui postado é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do Diário Regional. Comentários discriminatórios ( contra raça, sexualidade, cor, crença e outros) , que violem a lei, a moral e os bons costumes poderão ser denunciados pelos internautas , removidos ou não publicados pela redação.
%d blogueiros gostam disto: