Casos de Tinga e Arouca rendem penas brandas de Conmebol e FPF | Diário Regional

Casos de Tinga e Arouca rendem penas brandas de Conmebol e FPF

25/03/2014 17:00
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Pela ofensa a Arouca, Mogi Mirim pagará R$ 50 mil à FPF - Foto: Ricardo Saibun/Santos FCSÃO PAULO – A Conmebol, que comanda o futebol na América do Sul, e a Federação Paulista de Futebol (FPF) decidiram punir os recentes casos de racismo ocorridos em seus torneios de maneira semelhante. Nada de retirada de pontos na classificação ou exclusão das competições. As penas anunciadas ontem (24) foram somente de ordem financeira.

O Real Garcilaso, do Peru, terá de pagar US$ 12 mil (R$ 27,8 mil) pelas imitações de macaco feitas por torcedores contra o volante brasileiro Tinga na vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, no dia 12 de fevereiro, pela Libertadores. A FPF foi um pouco mais rigorosa e puniu o Mogi Mirim com multa de R$ 50 mil pelo comportamento de torcedores que chamaram Arouca de “macaco” durante e após a goleada por 5 a 2 do Santos sobre o time da casa.

As punições apenas financeiras não chegam a ser uma surpresa. A orientação do comitê disciplinar da Fifa para casos de racismo é que, na primeira vez, a pena deve ser uma multa, com opção de perda de mando de campo.

No caso do torneio sul-americano, o Garcilaso recebeu um aviso da Conmebol. Segundo o Tribunal de Disciplina da entidade, o clube terá o estádio interditado se episódios como o de Tinga acontecerem de novo. A pena dada aos peruanos foi pouco mais severa do que as que a confederação sul-americana tem aplicado às equipes que retardam início ou recomeço de uma partida da Libertadores por entrarem atrasados no gramado.

Cerro Porteño e Atlético-MG tiveram de pagar multas de US$ 10 mil (R$ 23,2 mil) por atrasos de três e cinco minutos, respectivamente, na Libertadores de 2013. Na semana passada, o secretário-geral da Conmebol, José Luis Meiszner, disse à reportagem que as ofensas a Tinga não foram caso de racismo. “Um moreno peruano imitando macaco para um brasileiro um pouco mais escuro que ele não é discriminação racial. É sim uma provocação mal-educada”, afirmou.



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