Ato em São Paulo reúne manifestantes a favor da ditadura | Diário Regional

Ato em São Paulo reúne manifestantes a favor da ditadura

23/03/2014 4:33
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 Segundo a polícia, 700 pessoas compareceram  ao ato. Foto: Alex Silva/Estadão ConteúdoQuatro pessoas foram detidas ontem (22), em São Paulo, durante a Marcha da Família com Deus. Segundo a Polícia Militar, 700 pessoas compareceram ao evento, que percorreu o Centro da cidade. Os organizadores discursaram exaltando militares e criticando, sobretudo, governos do PT. Também havia cartazes contra o governo paulista, do PSDB. Muitos participantes carregavam a bandeira do Brasil e cartazes de apoio à Polícia Militar e contra o comunismo. No trio elétrico dos organizadores, no qual uma estátua de Nossa Senhora de Fátima foi exibida, uma faixa dizia “FFAA (Forças Armadas) já”.

Houve pequenas confusões. Uma jovem contrária ao ato foi hostilizada pelos manifestantes e acabou retirada pela polícia. Um PM e um dos detidos ficaram feridos.

Os manifestantes não se cruzaram com os de um segundo evento, a Marcha Antigolpista Ditadura Nunca Mais – convocada justamente em resposta à Marcha da Família. Cerca de 800 pessoas estiveram nesse ato, segundo a PM. Uma pessoa foi detida. Entre os manifestantes, em sua maioria ligados a partidos de esquerda e sindicatos, havia alguns mascarados. Do carro de som vinham discursos contra a ditadura e a PM.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) cantou “Pra Não Dizer que Não Falei das Flores”, de Geraldo Vandré. As duas marchas foram seguidas por 900 policiais.

No Rio
Cerca de 150 pessoas participam na tarde ontem da Marcha da Família com Deus no Rio. Vestidos de branco e carregando bandeiras do Brasil, os manifestantes pró-intervenção militar caminharam da Candelária até a frente do Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste, no Centro da cidade.

A Polícia Militar montou um cordão de isolamento para evitar que os integrantes da marcha se encontrassem com cerca de 50 manifestantes de movimentos sociais de esquerda e anarquistas, que protestavam contra a passeata. Os dois lados trocaram xingamentos até que um integrante da Marcha da Família furou o bloqueio e agrediu um opositor.

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