Ocupação em S.André vive à espera de reintegração | Diário Regional

Ocupação em S.André vive à espera de reintegração

22/03/2014 13:47
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Cerca de 100 pessoas ocupam há mais de um mês terreno no Bairro Campestre - Foto: Eberly Laurindo especial para o DRCerca de 100 pessoas que estão há mais de um mês em um terreno na rua Fernão Dias, Bairro Campestre, em Santo André, foram notificadas ontem (21) sobre reintegração de posse. A ordem, expedida no dia 13 de março pelo juiz José Francisco Matos da 9ª Vara Cível Foro de Santo André, atende pedido de duas empresas, Calicanto Incorporadora Ltda. e Aquiléia Incorporadora Ltda. Segundo o presidente da Associação dos Moradores Organizados por Regularização Fundiária (Amorfe) João Eudes, na segunda-feira da semana passada (10) houve reunião com a Secretaria de Habitação e um compromisso verbal de apoio por parte da prefeitura. A Amorfe reúne 300 famílias.

“Estivemos todos juntos e apresentamos um projeto. A prefeitura diz que a área pode estar contaminada, mas não deu nenhum laudo. Se está contaminada, como tem uma universidade? Também não souberam dizer se essa é uma área pública ou privada. Agora não sabemos a quem recorrer”, afirmou. Outros ocupantes da área disseram que o local abrigou, há muitos anos, um parque municipal e que ultimamente, servia para desova de carcaças de veículos. “Limpamos tudo quando chegamos e agora querem nos tirar”, afirmou um morador que se identificou apenas como Ricardo.

Propriedade

Outros ocupantes alegam que a área particular é um grande terreno que está ao lado e que o local ocupado pertence sim à prefeitura. “Desde que chegamos, tem oficial da GCM (Guarda Civil Municipal) por aqui. Se é privado, porque eles estão vigiando?”, questionou Ricardo. Os oficiais presentes no local confirmaram que sua função era evitar a entrada de materiais de construção e a expansão da ocupação. Policiais Militares que acompanharam a entrega do mandato de reintegração afirmaram que a ação pode ocorrer em qualquer dia, a partir de ontem (21).
Até o fechamento da edição a prefeitura não havia respondido aos questionamentos da reportagem.



4 Comentários

  • Vão trabalhar (homens) fechar as pernas (mulheres) deixem de querer viver na aba do governo (Bolsa Miséria, Bolsa Vagabundisse)Etc, e deixem em paz as pessoas que moram merecidamente nesta rua que era a tranquilidade materializada antes de vocês acabarem com tudo.

  • Sou moradora desses barraco. Discordo de vcs,c a genti esta aki e pq presisamos,e nao queremos guerra paz……

  • sou morador da rua Fernão Dias a anos e tudo o que o senhor ricardo disse e uma grande mentira !
    o terreno nunca foi desova de carros , muito pelo contrario servia de campo de futebol para as crianças da rua, o senhor ricardo e seus amigos simplesmente chegarão invadindo o terreno da noite pro dia , foi tudo muito rapido . e o pior e que todos os moradores da rua correm grande risco,pelo simples fato deles transitarem pela rua criando confusão e ameaçando os moradores. sem conta com a gritaria e a baderna nas madrugadas.

  • Pelo visto precisamos ter mais presença, pois não é o que estamos vendo de ter uma solução pra essa invasão. Cada vez mais barracos sendo construídos da noite pro dia, é assustador e um desrespeito pra quem paga seus impostos em
    dia (IPTU, ÁGUA e LUZ). Estamos cada vez mais sendo encurralados em suas próprias casas.

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