Jornal transcreve conversas dos pilotos de voo desaparecido | Diário Regional

Jornal transcreve conversas dos pilotos de voo desaparecido

22/03/2014 13:15
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O jornal britânico “The Daily Telegraph” publicou ontem (21) em seu site uma transcrição dos últimos 54 minutos de conversa do piloto e do copiloto do voo MH370 da Malaysia Airlines com a torre de controle no aeroporto de Kuala Lumpur (Malásia) -de onde o voo saiu em direção a Pequim (China)- e com o controle de tráfego aéreo.

O voo, com 239 pessoas a bordo, sumiu dos radares civis menos de uma hora após a decolagem e está desaparecido desde o dia 8 de março.

Na quinta, mais um dia de buscas envolvendo aviões militares e navios de vários países no oceano Índico terminou sem que vestígios da aeronave fossem encontrados.

A transcrição mostra o piloto Zaharie Ahmad Shah, 53, e seu copiloto Fariq Abdul Hamid, 27, em comunicação rotineira com a torre e o tráfego aéreo: o avião é autorizado a decolar de Kuala Lumpur e, depois, o controle de tráfego pede que mude de altitude. A última fala antes do desaparecimento é o “tudo bem, boa noite” do copiloto.
Embora a comunicação transcrita seja de rotina, os especialistas ouvidos pelo “Daily Telegraph” apontaram dois “eventos não usuais”.

O primeiro é o fato de o cockpit do avião ter mandado a “mensagem desnecessária” de que a aeronave estava a 35 mil pés, seis minutos depois de a conversa dos pilotos com o controle de tráfego ter registrado essa altitude.

Foi logo depois de mandar essa mensagem que o sistema de comunicação do voo, conhecido como Acars (na sigla em inglês), ficou fora do ar por 30 minutos – de modo possivelmente deliberado, segundo os investigadores. Isso teria acontecido antes do “boa noite” do copiloto.

O outro evento não usual é que a queda do sistema de comunicação e a mudança de rota para oeste parecem ter acontecido no instante em que o controle de tráfego responsável pelo voo era passado de Kuala Lumpur para Ho Chi Minh, no Vietnã.

“Se eu fosse sequestrar o avião, esse seria o exato momento de fazê-lo”, disse ao “Telegraph” Stephen Buzdygan, piloto aposentado da British Airways experiente em conduzir Boeing-777, modelo do avião desaparecido.



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