Alimentos e transporte disparam e elevam prévia da inflação oficial | Diário Regional

Alimentos e transporte disparam e elevam prévia da inflação oficial

22/03/2014 13:30
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Sob o impulso dos alimentos e dos transportes, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, avançou 0,73% em março. A taxa é ligeiramente superior ao 0,70% de fevereiro, mês pressionado pelos reajustes das mensalidades escolares, mas representa alta expressiva em relação ao 0,49% verificado em março do ano passado.

A alta de preços de alimentos e bebidas mais que dobrou: saltou de 0,52% em fevereiro para 1,11% em março. A preocupação com o preço dos alimentos – que sobem, principalmente, por causa da seca nas principais regiões produtoras – foi externada nesta semana pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini.

Apesar de acreditar que se trata de choque temporário de preços, Tombini disse que o BC está pronto para agir para que esses efeitos se limitem ao curto prazo. Desde abril passado, o BC elevou a Selic em 3,5 pontos porcentuais, para 10,75%, a fim de combater a inflação. Com os recentes sinais de pressão sobre os preços, os analistas econômicos começam a apostar que o ciclo de aperto monetário pode se estender para maio, com mais duas altas de 0,25 ponto nos juros.
“O cenário desafiador de inflação pode levar o Copom, no comunicado após a reunião de abril, a deixar a porta aberta para mais altas”, afirmou o diretor de pesquisa econômica do Goldman Sachs para América Latina, Alberto Ramos.

Os itens de transporte, o outro “vilão” da inflação do mês, passaram de deflação de 0,09% para alta de 1,22%. Somados, alimentos e transportes representaram impacto de 0,5 ponto percentual no IPCA-15, ou 68%. No ano, acumula alta de 2,11%, ante 2,06% no primeiro trimestre de 2013.

No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 ficou em 5,90%, também acima dos 12 meses imediatamente anteriores (5,65%) e mais próximo do teto da meta de inflação para o ano, de 6,5%.

Avião e tomate

Entre os alimentos mais caros estão o tomate (28,53%), a batata-inglesa (14,59%), as hortaliças (12,72%), os ovos (3,07%) e as frutas (2,05%).

No grupo transporte, so­bressaíram as tarifas aéreas (de queda de 20,36% em fevereiro para alta de 27,08% em março) e de ônibus urbano (de 0,38% para 1,51%) e o aumento no etanol (de 0,28% para 3,89%). A alta de 27,08% nas tarifas aéreas as levou à liderança no ranking dos principais impactos no IPCA-15, com 0,11 ponto porcentual do índice.



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