Morre Bellini, capitão do Brasil em 1958 | Diário Regional

Morre Bellini, capitão do Brasil em 1958

21/03/2014 9:03
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Bellini ergueu a taça a pedido dos fotógrafos: gesto imortalizado - Foto: Arquivo/Estadão ConteúdoCapitão da Seleção Brasileira campeã mundial em 1958 e reserva da equipe na conquista da Copa de 1962, o zagueiro Hilderaldo Luís Bellini, conhecido como Bellini, morreu ontem (20) aos 83 anos. O ex-jogador estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Nove de Julho, na Capital paulista. A pedido da família, o hospital não divulgou boletim médico com mais informações sobre a morte do ex-zagueiro até o início da noite de ontem.

Bellini será enterrado hoje em Itapira (a 164 km da Capital paulista), onde nasceu. Ele sofria há mais de dez anos de mal de Alzheimer, processo de deterioração do funcionamento cerebral. No mês passado, após ficar hospitalizado por 60 dias, passou a receber acompanhamento médico em casa. O quadro da doença vinha piorando gradativamente e, há três anos, o ex-zagueiro perdeu a fala.

O ex-atleta iniciou sua carreira no Itapirense, de Itapira, sua terra natal, e se tornou famoso no Vasco, onde chegou em 1952 e jogou até 1961. Também defendeu o São Paulo e encerrou a carreira no Atlético-PR em 1969. Foi o responsável pela criação do famoso gesto de levantar a taça de campeão, quando o Brasil conquistou o primeiro título mundial, em 1958, na Suécia.

O gesto de Bellini foi feito a pedido dos fotógrafos, que não conseguiram a imagem dele com a taça nas mãos e pediram para erguê-la sobre a cabeça. Nas edições anteriores, os capitães recebiam as taças e simplesmente as levavam embora para o vestiário. Eternizado, o gesto acabou sendo repetido, entre outros, pelos capitães brasileiros nas conquistas mundiais de 1962 (Mauro Ramos), 1970 (Carlos Alberto Torres), 1994 (Dunga) e 2002 (Cafu).

A cobertura do estádio do Maracanã, que tem uma estátua que homenageia o gesto de Bellini, passaria a noite iluminada de verde e amarelo como homenagem. O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, decretou luto de três dias e determinou um minuto de silêncio nas competições promovidas pela entidade.

Determinação
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, divulgou nota de pesar pela morte do bicampeão mundial. “O Brasil perdeu hoje (ontem) um de seus grandes craques. Bellini, capitão da seleção na Copa do Mundo da Suécia, em 1958, foi exemplo de determinação. Na Copa da Suécia, o zagueiro mudou a história do esporte bretão quando imortalizou o gesto de levantar a taça do nosso primeiro título mundial”, diz a nota, lembrando a estátua de Bellini em frente ao Maracanã

Em nota, São Paulo relembra raça do zagueiro

O São Paulo lamentou a morte de Bellini, capitão da Seleção Brasileira na conquista da Copa de 1958 e zagueiro do clube do Morumbi na época da construção do estádio. “A foto de Bellini levantando a Taça Jules Rimet com as duas mãos sobre a cabeça é uma das marcas do futebol brasileiro”, afirmou em nota a direção do São Paulo.

“O zagueiro tinha um estilo raçudo, voluntarioso e diferente do estilo clássico de Mauro, a quem veio substituir no São Paulo. Atuou no Tricolor em uma época ruim de títulos, visto que o clube se voltava para a construção do estádio do Morumbi. Mesmo assim, tornou-se um jogador importante na história do São Paulo”, acrescenta o clube paulista.

O gesto de Bellini de levantar o troféu na conquista da primeira Copa foi eternizado na estátua situada em frente ao Maracanã, no portão de acesso conhecido como “Rampa do Bellini”.



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