Embaixador ucraniano espera que Brasil apoie 'soberania' do país | Diário Regional

Embaixador ucraniano espera que Brasil apoie ‘soberania’ do país

21/03/2014 9:23
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O embaixador da Ucrânia no Brasil, Rostyslav Tronenko, disse ontem (20) esperar que o governo brasileiro apoie a “soberania, a independência e a liberdade territorial” do país em relação à Rússia. Tronenko afirmou que a Rússia “violou brutalmente” a soberania do país, por isso a comunidade internacional deve se mobilizar em favor do governo ucraniano na crise política que atinge os dois países.

“Esperamos do Brasil, assim como se mostraram os países da União Europeia, Estados Unidos e do G7, apoio à nossa soberania, liberdade territoriais e à nossa independência. Todas essas vertentes foram brutalmente violadas pelos nosso vizinho”, afirmou.

Com ataques ao referendo realizado na Crimeia que consultou se a população se desejava anexar a região à Rússia, o embaixador disse que a consulta foi uma “farsa orquestrada e financiada” pela Rússia.

“Não reconhecemos o plebiscito, ainda menos reconhecemos a independência da República da Crimeia. É unidade administrativa que pertence ao nosso território. O referendo feriu brutalmente a nossa Constituição”, atacou.

Tronenko se reuniu ontem com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Ricardo Ferraço (PMDB-ES). A comissão vai realizar audiência pública na próxima quinta-feira, com a presença do embaixador ucraniano, para discutir a crise na região do leste europeu.

Convites

A comissão também aprovou convites para que o ministro Luiz Alberto Figueiredo Machado (Relações Exteriores) e o embaixadores da Rússia no Brasil, Serguei Akopov, falem sobre a crise entre os dois países.

Na opinião de Ferraço, o governo brasileiro deu respostas muito “tímidas” ao conflito que ocorre na região. “Nossa preocupação é com a redução do papel da diplomacia. Sempre que a força toma lugar da diplomacia e do diálogo, as consequências não são as mais desejáveis. O Itamaraty e o governo brasileiro estão absolutamente tímidos em razão das circunstâncias. É necessário o governo se posicionar, como forma de ser ver ou se fazer visto.”

Uma reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que a comunidade diplomática em Brasília, a começar da Embaixada dos EUA, cobra posição do Brasil sobre a crise na Ucrânia e classifica de “surpreendente” o silêncio brasileiro diante do plebiscito na Crimeia.



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