Comerciantes da Carijós farão protesto em Santo André | Diário Regional

Comerciantes da Carijós farão protesto em Santo André

21/03/2014 7:15
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Paulinho Serra argumentou que as faixas de ônibus são “política de Estado” - Foto: Arquivo/DRCerca de 90 comerciantes situados na Rua Carijós, em Santo André, vão se reunir hoje (21) pela manhã para uma manifestação contra a faixa exclusiva de ônibus da via, em funcionamento desde janeiro. Eles alegam que a impossibilidade de estacionar no sentido centro-bairro tem provocado a queda no número de clientes.

Os comerciantes chegaram a se reunir com o secretário de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos, Paulinho Serra (PSD), mas nenhuma alteração foi acordada. Serra, inclusive, já afirmou que as faixas instaladas na cidade são “política de Estado” e que o governo manterá a decisão de beneficiar o transporte coletivo ao longo do mandato.

A faixa exclusiva funciona somente no sentido bairro-centro das 6h às 10h e, para que fosse implementada, foi necessário que o sentido centro-bairro perdesse uma de suas duas faixas, o que ocasionou a proibição de estacionamento desse la­do da rua. Recentemente, a prefeitura informou que a velocidade média dos ônibus aumentou de 14 km/h para 19,6 km/h após a instalação das faixas exclusivas em diferentes vias, como a própria Carijós, Dom Pedro I e outras na região central.

Um grupo de empresários compareceu a Câmara durante a tarde de ontem (20) para reclamar da falta de local de estacionamento para os clientes e também para carga e descarga de mercadorias. Dono de uma pequena serralheria, José Donatelli acha que a solução seria voltar à antiga configuração, com duas vias circulando sentido bairro e outras duas sentido centro. Ele também considerou ruim a ideia de reduzir cada lado da calçada em 80 cm (uma das soluções em estudo), alegando que isso prejudicaria os pedestres. “A prefeitura queria que a gente pagasse o serviço (de reforma) e isso é inviável”, disse.

O presidente do Psol de Santo André, Marcelo Reina, estava na Câmara para tentar emplacar uma audiência pública a fim de debater o transporte no município – o que tenta desde janeiro passado –, mas precisa de autorização e de que um dos 21 vereadores protocole o pedido formalmente. “Devemos questionar o modo de implementação da faixa de ônibus, o uso dos carros, custos e todos os assuntos relacionados à mobilidade urbana. É preciso ter um debate com a população, mas isso não foi e não é feito”, disse.

A passeata partirá da unidade da Coop e seguirá rumo ao Centro. “O objetivo da manifestação é o fim da faixa de ônibus. Precisamos que nossos clientes estacionem na porta. Somos comerciantes pequenos”, disse Marcos Roberto Zanfrilli, dono de uma loja de cortinas e tecidos. Ele alega redução de até 60% da clientela após a impossibilidade de estacionamento em frente ao comércio.



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