Debate final do julgamento do Carandiru fica para hoje | Diário Regional

Debate final do julgamento do Carandiru fica para hoje

19/03/2014 10:21
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Vendramini defende os dez policiais acusados - Foto: ArquivoSÃO PAULO – No segundo dia da quarta etapa de julgamento do Massacre do Carandiru, ontem (18), tiveram início os debates entre a promotoria (acusação) e o advogado Celso Vendramini, que defende os dez policiais acusados pela morte de dez detentos que ocupavam o quinto pavimento do Pavilhão 9 da extinta Casa de Detenção Carandiru. Após os debates, o juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo decidiu transferir para hoje a réplica e a tréplica.

Nessa fase, dez policiais do Grupo de Operações Táticas Especiais da Polícia Militar são acusados pela morte de dez detentos e pela tentativa de homicídio de três presos que ocupavam o quinto pavimento do Carandiru. Dois policiais envolvidos morreram antes do julgamento. O massacre ocorreu no dia 2 de outubro de 1992, quando 111 detentos foram mortos durante uma ação policial destinada a conter uma rebelião.

Durante o debate, o promotor Eduardo Olavo Canto usou as duas horas e meia a que teve direito para atacar o argumento utilizado pela defesa de que os policiais não estiveram no quinto pavimento e que, portanto, não poderiam responder pelas mortes dos dez detentos que ali estavam. Para demonstar o contrário, o promotor leu trechos de depoimentos anteriores dados pelos policiais à Justiça Militar e à Polícia Civil, em que confirmaram ter estado no local.

O promotor admitiu um erro na denúncia feita pela promotoria, e pediu que duas mortes de detentos, que foram imputadas aos policiais, fossem retiradas da denúncia porque uma delas foi provocada por arma branca e, a outra, ocorreu em outro pavimento. “Houve um erro da promotoria quando foi feita a denúncia”, admitiu o promotor. Com isso, os dez policiais passaram a responder por oito mortes e três tentativas de homicídio.



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