Por melhor gestão, jogadores do Bom Senso FC aceitam cortar salário | Diário Regional

Por melhor gestão, jogadores do Bom Senso FC aceitam cortar salário

18/03/2014 8:44
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Roberto, da Ponte Preta, Prass e Dida: “Todo mundo terá de fazer sacrifícios” - Foto: Alex/Futura Press/Estadão ConteúdoOs jogadores que fazem parte do movimento Bom Senso FC, que cobra melhorias no futebol brasileiro, admitiram que estão preparados para reduzir salários, se for necessário, para implementação do modelo de calendário que será proposto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Porém, em contrapartida, exigem diretorias mais profissionais

Em seminário realizado em São Paulo ontem (17), os atletas afirmaram que aceitariam diminuir os seus salários em pró da saúde financeira dos clubes ao anunciarem de forma oficial as propostas para o fair play financeiro. “Todo mundo vai ter de fazer sacrifícios. Corremos esse risco, de diminuir os salários, mas não vemos problemas. No primeiro momento, estamos preparados para isso. Porém, quem dita o salário não é o jogador, e sim o mercado”, disse o goleiro Fernando Prass, do Palmeiras.

Para os jogadores, a redução salarial teria aceitação dos jogadores se o mercado se enquadrasse a um novo cenário, com pagamentos compatíveis à realidade dos clubes. Porém, foi descartada a hipótese de tetos salariais, como ocorre na NBA, por exemplo.

“O mercado vai ditar quanto vamos ganhar. Para a melhoria de todos, é melhor fazer sacrifícios, não só dos jogadores. Por isso, a gente bate na tecla por gestões mais profissionais sem prejuízos”, completou o jogador do Palmeiras.

“A questão é se adequar e se preparar para gastar o que você tem. Inflacionar não vai resolver, porque se o atleta não recebe, vai virar bola de neve. Isso está acabando com o futebol”, completou o goleiro Roberto, da Ponte Preta.

Órgão regulador

Entre outras propostas apresentadas pelos jogadores está a criação de uma agência reguladora de dívidas dos clubes. Para o movimento, o órgão seria um braço da CBF e serviria para garantir o cumprimento dos contratos de trabalho, padronizar demonstrações financeiras, entre outras ações.

Essa entidade seria formada por integrantes do governo, da CBF e dos clubes com um período de criação de um ano e meio e início das atividades a partir de 2016. Os custos deste órgão seriam cerca de R$ 3 milhões, com a ideia de ser custeado pelos próprios participantes.

Chamado de “Jogo Limpo Financeiro”, o projeto do Bom Senso FC propõe o controle de dívidas dos clubes brasileiros. Os times teriam carência de até cinco anos para aderir ao novo modelo.

A ideia é que os clubes não poderiam ter déficit superior a 10% nos dois primeiros anos e, nas duas temporadas seguintes, 5%. Somente a partir daí, o déficit seria proibido e as equipes que não cumprissem o acordo seriam impedidas até de jogar torneios nacionais.

O movimento quer reduzir sensivelmente os campeonatos estaduais, criar novo modelo de disputa para a Série C e a Série E, nova divisão para os clubes menores. O formato das Séries A e B seria mantida. A Série E teria 432 times e seria disputada em um formato regionalizado, ou seja, os clubes seriam divididos de acordo com o local de origem, o que reduziria os custos logísticos.



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