Crimeia oficializa separação e declara nacionalização de órgãos ucranianos | Diário Regional

Crimeia oficializa separação e declara nacionalização de órgãos ucranianos

18/03/2014 9:07
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O Parlamento da Crimeia oficializou ontem (17) o pedido de anexação à Rússia e anunciou que todas as empresas e órgãos públicos ucranianos instalados na península perdem poderes e passam a ser propriedade local. É a primeira medida oficial das autoridades após o referendo de domingo que aprovou a separação da Ucrânia e a anexação ao território russo com 96,7% dos votos.

Os membros do Parlamento fizeram uma reunião extraordinária para adotar essas medidas, que não devem ser reconhecidas pelo governo de Kiev. Abordado na saída da votação, o vice-primeiro ministro local, Rustam Temirgaliyev, apenas declarou: “Tudo maravilhoso, vai ser tudo perfeito”.

A resolução, apreciada por 85 deputados, diz que “todos os órgãos estatais da Ucrânia na Crimeia, suas propriedades e recursos são finalizados e transferidos para as autoridades da República da Crimeia”. “As propriedades estatais da Ucrânia localizadas no dia desta regulamentação no território da República da Crimeia são propriedades públicas da República da Crimeia”, afirma o texto.

Não está claro ainda como fica a situação das empresas privadas ucranianas que atuam na região. As propriedades de sindicatos da Ucrânia também passam a ser do governo da Crimeia, de acordo com a decisão tomada.
O Parlamento ainda pediu ao governo russo para adotar o status de “República da Crimeia da Federação Russa”. Uma delegação local viajaou ontem a Moscou para discutir as mudanças. As autoridades também decidiram adotar o fuso horário da capital russa.

Repercussão

Na noite de ontem, o governo americano reafirmou que não aceitará o resultado. “Como os EUA e os nossos aliados já deixaram claro, a intervenção militar e a violação da lei internacional vão trazer custos cada vez maiores para a Rússia”. “O referendo é ilegal e ilegítimo, e seu resultado não será reconhecido”, disse a União Europeia em nota.

Por telefone, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse ao presidente Barack Obama que o referendo respeita o direito internacional. Defendeu que é preciso buscar uma solução, mas responsabilizou as autoridades de Kiev pela suposta violência contra russos em cidades do país.



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