Dilma culpa Bolívia por cheia no rio Madeira | Diário Regional

Dilma culpa Bolívia por cheia no rio Madeira

16/03/2014 8:00
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Dilma esteve em Rondônia e sobrevoou a região afetada pelas águas do Madeira. Foto: Roberto Stuckert Filho/ PRA presidente Dilma Rousseff afirmou ontem (15) que foram os rios da Bolívia, país vizinho a oeste de Rondônia, os responsáveis pela cheia histórica do rio Madeira, que já atingiu mais de 3.500 famílias em Porto Velho (RO). “Nossa avaliação é que houve, de dezembro a fevereiro, um fenômeno (climático) em cima da Bolívia. Ocorreu uma imensa concentração de chuvas (lá).”

Segundo a presidente, por isso, os rios bolivianos que desembocam no Madeira provocaram a cheia porque o país vizinho está acima do nível do rio Madeira. “Não temos essa quantidade de água (para resultar na cheia), mas sim os rios que formam o Madeira, nos Andes, o rio Madre de Dios e o Beni.” A petista esteve em Porto Velho e de lá sobrevoou a região afetada pelas águas do Madeira. Durante a visita, a presidente acolheu pedido de calamidade pública da prefeitura.

Para explicar a situação da cheia, Dilma usou uma fábula e defendeu as usinas Santo Antônio e Jirau, que estão sendo acusadas de serem as responsáveis pelo problema na região. “É um absurdo atribuir às duas hidrelétricas a quantidade de água que vem pelo rio”, afirmou.

Do lado brasileiro, as duas usinas, obras construídas com recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), são apontadas por ambientalistas e promotores como agravantes da cheia de Rondônia. Na última semana, a Justiça mandou que Santo Antônio e Jirau banquem moradia e alimentos para os atingidos pela cheia do Madeira.

Acompanhada do ministros Francisco José Teixeira (Integração Nacional) e Arthur Chioro (Saúde), a presidente reforçou as promessas que havia feito há três dias, como a liberação do FGTS para os desabrigados, novas unidades de imóveis do Minha Casa Minha Vida, a anuência federal para abertura de estrada para chegar a cidades isoladas no Estado e seguro-defeso para ribeirinhos.
Dilma anunciou o acolhimento do pedido de estado de calamidade pública de Porto Velho. Segundo o Ministério da Integração Nacional, essa medida se refletirá sobretudo na fase de reconstrução da cidade. Até agora, R$ 5,8 milhões foram liberados pela União a Rondônia para socorro às vítimas.

A reportagem tentou, mas não conseguiu falar com a Embaixada da Bolívia em Brasília nem com o consulado do país vizinho em Guajará Mirim (RO).

Problema Pequeno
Após sobrevoar o rio Madeira, Dilma foi questionada sobre a crise do governo com o PMDB. Diante dos problemas enfrentados pelos moradores da região, disse a presidente, essa questão com a base aliada ficou pequena. “Pode saber que sempre que você vê isso (cheia do Madeira), meus problemas passam a ser pequenos, os problemas de cada um de nós (também). É a gente diante da natureza e da força dela. Mesmo assim a gente teima e tende a enfrentar.”

A presidente deixou Porto Velho às 13h30 (horário de Brasília) de ontem com destino a Rio Branco (AC), onde sobrevoaria a região e se reuniria com autoridades do Estado.

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