Tropa de Choque entra na Ceagesp e controla os atos de vandalismo | Diário Regional

Tropa de Choque entra na Ceagesp e controla os atos de vandalismo

14/03/2014 15:09
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Caminhão é incendiado durante protesto. - Foto: Edno Luan/ Futura Press/Estadão ConteúdoDois pelotões da Tropa de Choque da Polícia Militar do estado de São Paulo, reunindo 120 policiais, entraram pouco depois das 12h30 na Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e controlaram atos de vandalismo, em meio às manifestações de protesto contra a cobrança de estacionamento no local.

Segundo a PM, a polícia só entrou nesse horário porque as cinco viaturas com dez policiais, que estavam nas proximidades, eram insuficientes para a intervenção e necessitavam de reforço da Tropa de Choque. Além de quebrar as cabines de pedágio, os manifestantes atearam fogo a caixas de frutas e outros objetos, queimando e destruindo, totalmente, um caminhão e um carro.

Caminhoneiros protestam contra cobrança de estacionamento

Caminhoneiros realizaram hoje (14) um protesto na Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) contra o início da cobrança do estacionamento. Por volta das 12h, eles colocaram fogo na sede da fiscalização da companhia. Mais cedo, eles já haviam quebrado cabines, montado barricadas e depredado carros. Os manifestantes continuam no interior da unidade e usam pedaços de materiais de construção, que estavam sendo utilizados em uma reforma, para quebrar a sede da administração.

Alguns caminhoneiros, que não quiseram se identificar, disseram que a cobrança é um absurdo porque não foi feita nenhuma melhoria no local, além disso não há espaço suficiente para os caminhões. Eles dizem que a única reforma foi a instalação de câmeras de segurança. Não há policiais dentro da Ceagesp, apenas do lado de fora, e o Corpo de Bombeiros, mesmo com o registro de focos de incêndio, não havia chegado por volta das 12h.

A Ceagesp informou que a cobrança do estacionamento é a última etapa de um processo de modernização da unidade. O objetivo é tornar mais rígido o controle do acesso de veículos e pessoas, pois foram registradas denúncias de exploração sexual dentro do entreposto. Segundo a companhia, a área tem 700 mil metros quadrados, por onde circulam diariamente 12 mil veículos por dia.

O órgão nega que a cobrança traga impactos no preço dos alimentos. Um estudo da Ceagesp aponta que o custo do estacionamento representaria, em média, um acréscimo de R$ 0,02 nos produtos comercializados.



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