Prefeitura de Santo André estuda diminuir calçadas da Rua Carijós | Diário Regional

Prefeitura de Santo André estuda diminuir calçadas da Rua Carijós

13/03/2014 13:30
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Serra: “alterações pontuais estão sendo realizadas” - Foto: Arquivo DRA Prefeitura de Santo André não descarta a possibilidade de reduzir em até 80 cm cada lado da calçada da Rua Carijós. A informação é do secretário de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos, Paulinho Serra (PSD), que tem se reunido com comerciantes locais, insatisfeitos com a nova configuração da via.

Uma faixa exclusiva para ônibus foi implementada no início do ano no sentido bairro-centro. Para que isso fosse possível, o sentido centro-bairro, que tinha duas faixas, ficou apenas com uma, o que impossibilita o estacionamento de automóveis em frente às lojas deste lado da avenida. Insatisfeitos, empresários procuraram a prefeitura e a Câmara para reclamar sobre a indisponibilidade de vagas, alegando dificuldade para efetuar operações de carga e descarga de mercadorias e até queda na clientela.

O estudo sobre a possibilidade de a avenida ganhar 1,6 metro em alguns trechos e aumentar o número de faixas ainda não foi finalizado, mas o Paço tem feito ações pontuais para atender às queixas. “Estamos buscando algumas soluções no curto prazo. Uma lombo-faixa já foi instalada durante o Carnaval e criamos zonas especiais para descarga”, informou Paulinho Serra. O secretário negou que a prefeitura possa voltar atrás e eliminar a faixa exclusiva. “As faixas de ônibus estão consolidadas como política de Estado”, disse, anteriormente.

Ao comentar a possível redução nas calçadas, o diretor de arquitetura da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do ABC Jeferson Bunder explicou que o aspecto principal em um passeio público não é a largura. “A questão de acessibilidade é mais importante que o dimensionamento”, disse. Hoje, a Carijós apresenta calçadas irregulares e acidentadas na maior parte dos 3 km de extensão.

Assim como a determinação da prefeitura, a normativa 9.050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estabelece a largura mínima de 1,2 m para as calçadas. “Levamos em consideração várias determinantes quando fazemos um projeto, como fluxo de veículos e pedestres. Além, é, claro, da legislação”, explicou o arquiteto sobre o cálculo que define a largura do passeio público.

A ONG Mobilize Brasil – especializada em mobilidade urbana sustentável – avaliou que as calçadas do país têm a nota média de 3,4 pontos numa escala de zero a dez. Consta no documento divulgado em janeiro passado que “as calçadas funcionam como um sensor da qualidade de urbanização de uma cidade”. “Alguns pensadores afirmam que se pode medir o nível de civilização de um povo pela qualidade das calçadas de suas cidades”, diz a entidade.



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