Preço de remédios regulados vai subir até 5,68% a partir de abril | Diário Regional

Preço de remédios regulados vai subir até 5,68% a partir de abril

13/03/2014 9:33
Print Friendly, PDF & Email

Reajuste máximo dos remédios é fixado pelo governo em três patamares, a depender da quantidade de genéricos em cada categoria - Foto: ABrEntidades que representam a indústria farmacêutica estimam reajuste máximo de 5,68% no preço dos remédios regulados pelo governo a partir de abril. O cálculo é feito com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado ontem (12), e por índices de produtividade e concorrência do mercado.

O reajuste oficial, determinado pela Câmara de Regulação de Medicamentos (CMED), será divulgado nos próximos dias. O porcentual é um teto e não costuma ser integralmente repassado ao consumidor, por conta da concorrência entre empresas e dos descontos oferecidos.

O reajuste máximo é fixado pelo governo em três patamares, a depender da quantidade de genéricos em cada categoria – e, consequentemente, da concorrência em cada grupo. No grupo um, os medicamentos genéricos representam 20% ou mais do faturamento; no grupo dois, representam de 15% a 20%; e, no três, até 15%.

Pelos cálculos do setor, a primeira faixa terá reajuste de até 5,68%, enquanto a segunda sofrerá aumento de até 3,35% e a terceira, de 1,02%. Se todas as empresas adotarem o teto a ser autorizado pelo governo, o porcentual médio será de 3,5%, segundo estimativa do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma) e da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).

Os cálculos são feitos com base em uma fórmula e variáveis publicadas pelo governo. A última variável que faltava para completar a estimativa era o IPCA, divulgado ontem. Os porcentuais oficiais devem ser publicados este mês e dificilmente sofrerão variação dos apresentados pela indústria.

Os reajustes médios ponderados autorizados no passado foram 4,59% em 2013, 2,81% em 2012 e 4,71% em 2011. Os novos preços terão de ser mantidos até março de 2015. As regras para o reajuste valem para perto de 24 mil itens. Medicamentos de alta concorrência, fitoterápicos e homeopáticos não estão sujeitos aos porcentuais – seus preços variam segundo a determinação do fabricante.

Desconto menor

Nelson Mussolini, presidente-executivo do Sindusfarma, disse que o custo das empresas com salários e a alta do dólar, em 2013, subiu de 13% a 18%, dependendo do peso de insumos importados usados na produção. Diante da pressão, avalia, a política de descontos nas farmácias será menor. Além disso, pode haver impacto no investimento feito pelas empresas no futuro.

O reajuste de preços não é imediato. Para aplicar o aumento, os fabricantes de medicamentos deverão apresentar à CMED relatório informando os porcentuais que querem aplicar. O valor fixado pela CMED é o teto e, por isso, as empresas podem fixar preços menores.

Pesquisa da Fundação Procon-SP divulgada na última terça-feira aponta que os medicamentos genéricos são, em média, 56,51% mais baratos do que os de referência na Capital paulista. Entre os genéricos, a variação de preços é de até 881,88%.



Comente esta matéria


Atenção! O comentário aqui postado é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do Diário Regional. Comentários discriminatórios ( contra raça, sexualidade, cor, crença e outros) , que violem a lei, a moral e os bons costumes poderão ser denunciados pelos internautas , removidos ou não publicados pela redação.
%d blogueiros gostam disto: