Diadema quer construir novo estádio | Diário Regional

Diadema quer construir novo estádio

13/03/2014 14:00
Print Friendly, PDF & Email

Foto: Arquivo DRDepois que a tentativa de concessão, à iniciativa privada, do Estádio do Inamar não atraiu interessados, a Prefeitura de Diadema prepara outro edital, desta vez para construir um novo estádio na cidade. Como o Paço não tem dinheiro para bancar o equipamento, a ideia mais uma vez é encontrar um parceiro para construí-lo e, em troca, ceder a exploração comercial do espaço por período determinado.

Segundo o secretário de Esporte e Lazer de Diadema, Antônio Marcos da Silva, o Marquinhos, a ideia é que o novo estádio também seja construído no Inamar, em área da prefeitura próxima ao local onde será erguida a Praça dos Esportes e da Cultura (PEC), projeto que contará com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

“Não temos condições de bancar o estádio. Então vamos lançar um edital de convocação a fim de buscar parceiros para a prefeitura nesse novo projeto”, explicou Marquinhos. A ideia é que o estádio tenha capacidade para 15 mil pessoas, o que o habilitaria até mesmo para receber partidas da Série A1 do Campeonato Paulista. O investimento mínimo estimado é de R$ 10 milhões. Inaugurado no fim de 2012, o Inamar comporta 6,3 mil pessoas e custou R$ 5 milhões.

Marquinhos disse que a elaboração do edital está em fase inicial e que, por isso, os principais pontos da Parceria Público-privada (PPP), como prazo de concessão e tempo necessário para construir o estádio, ainda não foram definidos. Porém, o objetivo é lançar o chamamento este ano.

Lançada no ano passado, a licitação para a concessão do Inamar em troca da reforma e ampliação do estádio não atraiu interessados. Sem o parceiro, o município recorreu a uma empresa privada para construir arquibancadas tubulares atrás dos gols, capazes de receber 3.750 pessoas, o que elevou a capacidade do distrital para 10 mil torcedores – mínimo exigido pela Federação Paulista de Futebol (FPF) para que o Água Santa disputasse o Paulista da Série A3.

Marquinhos reconheceu que, diante do insucesso do primeiro chamamento, é pos­sível que o segundo também não atraia interessados. “É possível (que o Paço não consiga parceiros), mas vamos fazer o possível para torná-lo mais atraente às empresas”, disse. O secretário também descartou novas intervenções no Inamar. “O que era possível fazer no estádio nós fizemos. Tanto que o Inamar está liberado pelo Corpo de Bombeiros a receber as partidas da Série A3”, afirmou.

O estádio, porém, tem sido alvo de críticas de jogadores e dirigentes, inclusive do treinador do Água Santa, Márcio Ribeiro, devido às dimensões reduzidas e ao péssimo estado da grama sintética. Para piorar, o estádio chegou a ser vetado pela FPF em função de laudos de engenharia e do Corpo de Bombeiros estarem vencidos, mas a documentação foi regularizada na semana passada. A direção do Netuno prefere jogar no Baetão, mas o estádio de São Bernardo não tem as autorizações. A solução, nas duas partidas anteriores, foi jogar no mítico estádio do Juventus, a Rua Javari, na Capital.



Comente esta matéria


Atenção! O comentário aqui postado é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do Diário Regional. Comentários discriminatórios ( contra raça, sexualidade, cor, crença e outros) , que violem a lei, a moral e os bons costumes poderão ser denunciados pelos internautas , removidos ou não publicados pela redação.
%d blogueiros gostam disto: