Cheia atinge quatro estados da região Norte e afeta 22 mil famílias | Diário Regional

Cheia atinge quatro estados da região Norte e afeta 22 mil famílias

12/03/2014 6:35
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MANAUS – A cheia dos rios na região Norte do país já afeta cidades no Amazonas, Pará, Rondônia e Acre. Mais de 22 mil famílias estão desalojadas, desabrigadas ou ilhadas em casa. Em Porto Velho, o nível do rio Madeira bateu novo recorde histórico (19,05 m) e afeta diretamente 2.256 famílias. Desde o fim de fevereiro, a capital de Rondônia está em estado de calamidade pública.

Ontem (11), uma comitiva viajou a Brasília para pedir ajuda federal. Segundo a prefeitura, as perdas com a agropecuária somam quase R$ 1 bilhão, e 31 prédios públicos foram danificados, gerando um prejuízo de R$ 300 milhões.

A cheia também obstrui as principais rodovias federais da região, como a BR-364, único acesso por terra ao Acre, que sofre com a falta de abastecimento de alimentos e combustível. Além de alta nos preços, há escassez de determinados alimentos em alguns estabelecimentos do Estado. “A situação é desastrosa”, disse o coronel Lioberto Caetano, coordenador da Defesa Civil de Rondônia.

A Justiça Federal determinou ontem que as usinas Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, atendam as necessidades básicas –moradia, alimentação, transporte, educação e saúde– das famílias atingidas pela cheia do rio Madeira que moram acima de cada uma das hidrelétricas, sob pena de multa diária de R$ 100 mil para cada uma delas.

A situação também é crítica no Amazonas, com um município em estado de calamidade (Humaitá) e nove cidades em situação de emergência. Segundo a Defesa Civil do Estado, cerca de 66 mil pessoas foram diretamente atingidas pelas cheias dos rios Madeira, Purus e Juruá.

No Pará, a cheia dos rios Xingu e Tocantins deixou 547 famílias desabrigadas e 653 desalojadas. Há, ainda, segundo a Defesa Civil, quase 5.000 famílias que preferiram permanecer em casa –muitas delas ilhadas– e estão sob vigilância dos bombeiros.

Acre

O bairro Taquari, localizado às margens do rio Acre, na periferia de Rio Branco, é um dos mais afetados pela cheia na capital do Estado. Em muitos imóveis, a água quase alcança o teto. Mesmo assim, parte dos moradores construiu palafitas para elevar a altura do assoalho e não ter de recorrer aos abrigos da prefeitura.



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