Michels alega desconhecer repasse de verba irregular no Carnaval deste ano | Diário Regional

Michels alega desconhecer repasse de verba irregular no Carnaval deste ano

11/03/2014 10:50
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Michels: “não estava no Carnaval e deconheço (o fato)” - Foto: ArquivoO prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), alegou desconhecer o pagamento irregular que teria sido realizado na Secretaria de Cultura às escolas de samba para o Carnaval. Na última quinta-feira (6), o vereador Josemundo Queiroz, o Josa (PT), apresentou cópias de recibos de pagamento no valor de R$ 6 mil a agremiações da cidade. No recibo consta que o repasse foi efetuado por meio da empresa BRGS Brasil Ltda.

Em nota à imprensa, a prefeitura alegou que contratou a empresa por licitação de menor preço para prestação de serviço referente à realização do Carnaval 2014 do município. Afirmou que a vencedora da licitação realizou o objeto acordado, incluindo a contratação de atrações artísticas. Portanto, os valores pagos não foram subvenções, mas sim cachês que a empresa pagou às agremiações e à artista pelas apresentações.

No entanto, Michels declarou que vai apurar a denúncia, pois, “desconhece como o processo de pagamento foi realizado”. “Não estava no Carnaval e desconheço (o assunto). Tem escola de samba que tem documentação irregular, mas isso não é culpa da prefeitura. Se o Carnaval não pôde ser feito por culpa do Jurandir Sousa, que era presidente da Uesda (União das Escolas de Samba de Diadema) e não regularizou as contas, não prestou conta com o que fizeram dos recursos passados, não posso me responsabilizar por essas coisas”, destacou o prefeito.

Mesmo com a nota divulgada, a prefeitura terá de responder ao requerimento apresentado por Josa na quinta-feira e que foi aprovado. O prazo é de 30 dias para que as perguntas do vereador sejam respondidas. “Solicitei cópias do contrato e explicação de como e porque isso aconteceu para que possamos apurar. Não vou agir de forma prematura. A prefeitura tem seu direito de resposta”, afirmou o líder da oposição.

Josa define essa como a denúncia mais grave feita contra a atual gestão até o momento. Segundo o petista, ainda que a BRGS Brasil Ltda tenha sido contratada legalmente, não foi provado contrato entre a empresa e a Uesda ou com as escolas, além da forma incomum com a qual o pagamento foi realizado, em dinheiro vivo e antes da realização da festa. “Quero crer que realmente o prefeito e o secretário de Cultura desconheciam. O prefeito não realizou o desfile alegando que não havia transparência na Uesda, mas isso agora também é falta de transparência”, criticou o vereador.

Demandas

Michels também comentou o voto do PSB contrário ao recurso que derrubou a proposta de Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a crise na Saúde. Além, dos votos de Célio Lucas de Almeida, o Célio Boi (PSB), Wagner Feitoza, o Vaguinho do Conselho (PSB), a indecisão de Cida Ferreira (PMDB) em apoiar o recurso foi encarada como uma maneira dos três vereadores chamarem a atenção do prefeito. Na ocasião, Cida chegou a comentar que muitos pedidos feitos a Michels não têm sido atendidos.

“Tem que ver quais as demandas em que querem ser atendidos. Tem demanda de bairro, coletiva e individual. A fila da creche já andou 5 mil vagas. A vereadora tem que ver o contexto geral. A promotoria pública parou de pegar no pé da prefeitura justamente por causa dessa adequação”, ponderou Michels.



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