Chuva castiga São Paulo, mas nível do Sistema Cantareira segue baixo | Diário Regional

Chuva castiga São Paulo, mas nível do Sistema Cantareira segue baixo

08/03/2014 11:14
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Ontem, o Sistema Cantareira operava com 15,8% de sua capacidade de armazenamento - Foto: ArquivoSÃO PAULO – Enquanto o nível da água voltou a baixar no sistema Cantareira, ameaçando de racionamento a Grande São Paulo, o paulistano sofreu ontem (7) os efeitos da chuva que atingiu a Capital.

Ao menos 37 pontos de alagamento se formaram na cidade. Na zona oeste, pontos conhecidos do paulistano por alagarem em todos os verões, como a rua Turiassu e as avenidas Antartica, Francisco Matarazzo e Marquês de São Vicente, voltaram a encher.

Na região da Vila Leopoldina, zona oeste, algumas vias tiveram alagamentos intransitáveis durante cerca de 30 minutos. Ao menos três carros que tentaram enfrentar a enxurrada quebraram e ficaram no meio do caminho.
Na rua Passo da Pátria, o volume de água era tão grande que chegou passar por cima do para-brisa dos carros.
Sacos de lixo foram arrastados e tampas de bueiro foram abertas pelo impacto da enxurrada na rua Jataí.

Por volta das 18h50, toda a Capital paulista ainda estava em estado de atenção e a subprefeitura Jaçanã/Tremembé estava em alerta. Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência), da prefeitura, a causa foi um transbordamento no córrego Tremembé, na rua Conchilia.

O aeroporto de Congonhas foi obrigado a fechar entre as 17h46 e as 18h18. A circulação de trens da CPTM também foi afetada.

A linha 8-diamante da CPTM teve um trecho interditado por cerca de 30 minutos no final da tarde por conta de um alagamento entre as estações Barra Funda e Lapa. As operação começaram a ser retomadas no trecho por volta das 17h20, após o escoamento da água. Às 18h50, ainda chovia forte em parte da zona leste.

Cantareira

Já no sistema Cantareira, que abastece parte da Capital e da região metropolitana, a chuva foi moderada, segundo o comitê responsável pelo monitoramento das bacias do Estado –o que não deve ser o suficiente para alterar o nível do reservatório.

Ontem, o sistema operava com 15,8% de sua capacidade. Esse é o pior nível da história, de acordo com informações da Sabesp.

O índice vem caindo diariamente. Até quinta, era de 16%. Segundo especialistas, abaixo de 20%, o índice é considerado crítico.

A partir de segunda-feira, o governo anunciou que reduzirá em cerca de 10% a captação da água do sistema.



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