Rodrigo Santoro volta a viver Xerxes em '300: a Ascensão do Império' | Diário Regional

Rodrigo Santoro volta a viver Xerxes em ‘300: a Ascensão do Império’

07/03/2014 16:00
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Baseado nos quadrinhos de Frank Miller, o longa estreia hoje nos cinemas - Foto: DivulgaçãoRodrigo Santoro volta a incorporar Xerxes no filme 300: a Ascensão do Império. Sequência do sucesso 300 (2006), baseado nos quadrinhos de Frank Miller, o longa estreia hoje (7) nos cinemas, com novas batalhas.

Dessa vez, o público vê a transformação de um príncipe no exótico líder persa vivido por Santoro, já mostrado no primeiro filme.

“Xerxes perde o pai e sente-se inseguro para assumir o reinado dele. Porém, vira esse deus mitológico ao ser conscientemente manipulado por Artemísia”, destacou Santoro, citando a déspota vivida por Eva Green, que se destaca ao liderar os persas na batalha naval contra a tropa grega do ateniense Themistokles (Sullivan Stapleton).

Já transformado, Xerxes faz aparições pontuais na trama de vingança e de conquista de territórios que se desenvolve. Há, também, referências ao primeiro filme.

“300” teve grande bilheteria e me abriu muitas portas, mas foi um desafio interpretar Xerxes de novo. Não podia recriá-lo, mas, sim, humanizá-lo”, disse Santoro.

Preparação

A caracterização do personagem consumia quatro horas diárias do brasileiro. “Chegava no set cedo, às 4h. Os outros entravam às 8h.”

Para assumir o papel, ainda, foram necessários a Santoro três meses de preparo físico e a eliminação de todos os pelos do corpo.

Nas gravações, não chegou a contracenar com o elenco – já que o universo de Xerxes, que é um gigante, é criado graficamente. “Usava a imaginação e falava para uma bola de tênis”, afirmou.

Em princípio, o segundo filme seria centrado no deus persa, que seria tema de uma nova história em quadrinhos de Frank Miller. Porém, o autor não a terminou a tempo. “Adoraria que os quadrinhos tivessem saído, mas não fico preso na ideia da perda de um protagonista. Pude dar mais dimensão ao meu personagem, que é o articulador da história”, pontuou.

Continuação violenta perde feio para primeiro filme

Muitos gostaram de 300 (2006), inovadora adaptação para as telas dos quadrinhos de Frank Miller. Muito do que o filme tinha de bom se repete agora na sequência 300 – A Ascensão do Império. Porém, o resultado perde feio na comparação com o original.

Acima de tudo, a grande sacada do primeiro filme era reproduzir textura, cores e sensação de profundidade dos desenhos de Miller, que usou um fiapo de história, a batalha perdida de 300 espartanos contra milhares de persas comandados por um temido “deus-rei”, Xerxes.

A continuação se passa antes, durante e depois dessa batalha. Enquanto os espartanos vendem caro a derrota diante de Xerxes, guerreiros atenienses travam combate contra a esquadra persa comandada por Artemísia. Como sempre, a francesa Eva Green é uma presença solar na tela, mesmo em um filme sombrio como esse.

Os problemas começam com o canastrão australiano Sullivan Stapleton como o ateniense Temístocles, que comanda as ações contra a invasão persa. Fica devendo carisma ao escocês Gerard Butler, ator principal de 300.

Porém, o maior deslize é a troca de diretores. Zack Snyder (de “Watchmen”) agora é só produtor, passando a direção para Noam Murro. O segundo “300” é só pancadaria. As cenas entre batalhas são arrastadas e com diálogos pomposos, pertinentes em balões de HQ, mas forçados demais para o cinema.

As imagens de sangue jorrando em câmera lenta (e 3D) a cada golpe de espada são tantas que entediam – são mais de 40 só em cinco minutos da primeira luta do filme.

Assim, “300 – A Ascensão do Império” se transforma em um produto para moleques que têm o gibi em casa. Para fãs de cinema, a novidade ficou no filme original.



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