Marcelo Lima mantém esperanças sobre CPI em São Bernardo | Diário Regional

Marcelo Lima mantém esperanças sobre CPI em São Bernardo

06/03/2014 10:27
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Lima acredita que vai conseguir a assinatura do ex-presidente da Casa Hiroyuki Minami - Foto: ArquivoA sessão de hoje (6) na Câmara de São Bernardo será palco para mais uma tentativa da oposição de conseguir as assinaturas de mais três vereadores ao requerimento pela instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que visa investigar a compra de uniformes escolares pela prefeitura. Segundo Marcelo Lima (PPS), existe a “esperança” de que alguns parlamentares apoiem a iniciativa durante os trabalhos.

O popular-socialista acredita que vai conseguir a assinatura do ex-presidente da Casa Hiroyuki Minami (PSDB), único do bloco de oposição que não avalizou o requerimento, e também de parlamentares da base de apoio do prefeito Luiz Marinho (PT). Lima afirmou que não existem mais motivos para não assinar a investigação.

“Eles (governistas) precisam cumprir seu papel na Casa. Pode ser que tenham outros interesses, não sei quais são, mas não há argumentos para não assinar a CPI. Está tudo muito claro, por isso estou com esperanças”, afirmou Marcelo Lima, que não quis revelar os nomes dos colegas de Casa que poderiam confirmar o apoio ainda hoje.

Por causa do Carnaval, não houve avanço nas conversas com os vereadores sobre o assunto. Na última sexta-feira (28), os parlamentares tiveram acesso ao relatório final do Grupo de Atuação Especial do Combate ao Crime Organizado (Gaeco), sobre suposto desvio de verbas na compra de kits de uniforme escolar entre 2010 e 2012. O documento seria analisado por alguns vereadores, entre os quais Minami, e a esperança da oposição era de que revissem seu posicionamento sobre a CPI.

Em entrevista ao Diário Regional, na semana passada, Antônio Cabrera (PSB) também disse que havia a possibilidade de a CPI sair do papel. Porém, para isso, defendia que o requerimento trouxesse foco em uma denuncia que não tivesse sido investigada pelo Ministério Público (MP) e, ainda, que a comissão não tivesse viés político. “Temos de ajudar a prefeitura. Até agora não há fatos contra a administração e sim contra alguns funcionários. Então se for necessária a CPI, temos de ajudar a prefeitura a retirar esses funcionários de lá”, explicou Cabrera.

Nos bastidores surgiu a informação de que a prefeitura chamou os vereadores da base aliada para uma reunião a fim de convencê-los a não assinar o requerimento da CPI, o que foi negado pelos parlamentares. Mesmo assim, alguns parlamentares que não quiseram se identificar admitiram a “pressão” vinda do Paço para que a investigação não prospere.

Para que o requerimento saia do papel são necessárias dez assinaturas, mas até o momento só sete vereadores, todos de oposição, assinaram a matéria.

Veto

Será votada na sessão de hoje (6) a manutenção do veto total do prefeito Luiz Marinho (PT) ao projeto – aprovado na Câmara – de Reginaldo Ferreira da Silva, o Reginaldo Burguês (DEM), que autoriza a confecção, o transporte e a soltura de balões ecológicos, sem fogo. Esse será o terceiro veto total a ser apreciado pelo Legislativo neste ano.

Os dois primeiros foram o projeto de Rafael Demarchi (PSD), sobre a instalação de caixas eletrônicos adaptados a cadeirantes; e o de Luiz Francisco da Silva, o Luizinho (PT), sobre a obrigatoriedade da instalação de banheiros e bebedouros nas agências dos Correios. Ambos os vetos foram mantidos. Demarchi e Luizinho afirmaram que vão remodelar as propostas para nova apreciação da Casa.



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