Chanceler russo se nega a encontrar colega ucraniano | Diário Regional

Chanceler russo se nega a encontrar colega ucraniano

06/03/2014 9:50
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O chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, recusou-se a encontrar o seu colega ucraniano Andrei Deschitsa, ontem (5), em Paris.Apesar da pressão britânica e americana, “Sergei Lavrov se recusou a ver” Andrei Deschitsa, disse à AFP a embaixada da Ucrânia em Paris. O chanceler ucraniano decidiu, então, deixar a França e retornar à Ucrânia, mas houve uma “mudança de planos”, segundo a mesma fonte.

Enquanto isso, os Estados Unidos informaram que o ministro ucraniano não tinha deixado a França. Deschitsa chegou na terça a Paris, por iniciativa do secretário de Estado americano John Kerry, que viajou para Kiev a fim de apoiar o novo governo ucraniano, que Moscou não reconhece.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia “não partiu e pretende ficar em Paris para futuras discussões”, disse uma autoridade americana, que pediu anonimato.

Ontem à tarde, Kerry e Lavrov se reuniram em Paris, segundo fontes diplomáticas. Os ocidentais aumentaram a pressão sobre a Rússia para obter uma “desescalada” da crise ucraniana antes de uma reunião extraordinária, hoje, em Bruxelas, da União Europeia, que prometeu adotar sanções caso Moscou não mostre flexibilidade com relação à crise na Ucrânia.

Diálogo

Deschitsa reiterou a disposição de seu governo em dialogar com a Rússia para encontrar uma saída pacífica à crise.
“Estamos dispostos ao diálogo com a Rússia, com seu governo, e estamos prontos a participar completamente em todas as combinações que permitam sair desta crise”, assegurou Deschitsa em Paris.

O chefe da diplomacia ucraniana considerou que a situação enfrenta “um momento crítico para a segurança da região” e afirmou que seu governo tem a intenção de utilizar “todos os meios pacíficos para sair desta crise”. “Não temos em nenhum caso a intenção de lutar contra a Rússia”, ressaltou.

Deschitsa se encontrou em Paris, separadamente, com seus colegas francês, Laurent Fabius; americano, Kerry, e britânico, William Hague, em um momento no qual a capital francesa reunia os responsáveis da diplomacia das principais potências internacionais por ocasião de uma cúpula sobre o Líbano.



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