Edson Sardano quer proibir bebida em parques municipais de Santo André | Diário Regional

Edson Sardano quer proibir bebida em parques municipais de Santo André

04/03/2014 12:18
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Sardano: “o problema é que as pessoas não têm controle” - Foto: ArquivoAbstêmio, o vereador de Santo André Coronel Edson Sardano (PTB) apresentou projeto de lei que visa a proibir os munícipes de consumir cervejas, vinhos e outras bebidas alcoólicas nos parques públicos da cidade. “Nossa cidade está sem controle. Com esse negócio de Facebook e redes sociais, os jovens estão chamando uns aos outros: ‘vem para Santo André que aqui não tem regra’”, argumentou o oposicionista, na tribuna.

Segundo o petebista, a iniciativa visa “proteger a família e demais visitantes dos parques que buscam uma opção de lazer”. “O problema é que as pessoas não têm controle. Você leva seu filho no parque e, ao lado, tem um grupo de jovens enchendo a cara de vodka. Depois mexem com sua mulher, seu filho e brigam entre si. É uma bagunça”, afirmou.

Questionado sobre o caráter moralista da iniciativa, o parlamentar disse que o parque é um local para a prática de atividades físicas. “Que as pessoas que desejem beber procurem bares”, disse.

Um projeto apresentado em 2001 e tirado da gaveta no segundo semestre de 2013 pode ganhar força com a iniciativa de Sardano, o da Lei Seca municipal. O debate é encabeçado pelo presidente da Casa, Donizeti Pereira (PV). O verde acredita ser importante debater o horário de funcionamento dos bares e regras para a venda de álcool de forma ampla.

Pereira comentou brevemente a proposta de Sardano. “A gente proíbe o consumo nos parques e o pessoal vai para posto de gasolina para beber. Qual é a diferença? Precisamos de uma legislação que compreenda tudo isso”, disse o presidente da Câmara. “Restringir o debate a pontos específicos não resolve”, concluiu.

Lei Seca

Sardano avaliou a Lei Seca implementada em Diadema em 2002 como “folclórica” e disse que o mérito não deve ser dado apenas à legislação, mas à convergência de forças que tornou a fiscalização possível. “Quando implementaram a Lei Seca, houve mobilização geral da prefeitura, polícias Militar e Civil, GCM (Guarda Civil Municipal). As pessoas queriam fazer algo, mas faltava a lei para convergir os interesses”, comentou. Em Diadema, os bares devem fechar as portas às 23h. Na região, Mauá e Ribeirão Pires também têm legislações específicas e restrições de horários para venda de bebidas alcoólicas.

 



1 Comentário

  • Rodrigues

    Parabéns Vereador, pela tão nobre iniciativa.

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