Bigucci defende maior adensamento no entorno de estações do metrô no ABC | Diário Regional

Bigucci defende maior adensamento no entorno de estações do metrô no ABC

04/03/2014 11:56
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Bigucci: “a tendência nas principais metrópoles é permitir o adensamento” - Foto: Anderson Amaral especial para o DRO presidente da Associação de Construtores, Imobiliárias e Administradoras do ABC (ACIGABC), Milton Bigucci, defende a adequação da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Lous) nos municípios que serão cortados pela Linha 18-Bronze do metrô, a fim de permitir maior adensamento populacional no entorno das 13 estações do percurso, que ligará a estação Tamanduateí, na zona leste na Capital, a São Bernardo, passando por Santo André e São Caetano. A entrega da linha está prevista para 2018.

O dirigente acredita que, aumentando o potencial construtivo em terrenos situados no entorno das estações, será possível produzir mais habitação nesses locais sem encarecer o preço dos imóveis. Bigucci entende que essa medida pode contribuir para melhorar a mobilidade urbana, já que seus moradores serão estimulados a usar o transporte público ao invés do individual.

“A tendência, nas principais metrópoles do mundo, é fazer o adensamento maior (ao redor das estações). Com isso, as pessoas deixam de usar o veículo individual para andar no transporte coletivo. No mundo civilizado é assim”, afirmou Bigucci.

Também conhecida como Lei de Zoneamento, a Luos estabelece o limite construtivo de cada zona da cidade, o qual é medido por um coeficiente de aproveitamento, ou seja, um número que, multiplicado pela área do terreno, indica a quantidade de metros quadrados passíveis de serem construídos. As construtoras podem até superar esse limite, mas devem pagar à prefeitura por isso – é a chamada outorga onerosa.

Na Capital, o projeto de lei do Plano Diretor, em tramitação na Câmara, propõe o aumento do potencial construtivo em um raio de 200 m de pontos de ônibus e de 400 m de estações de metrô. Bigucci avalia que, no ABC, esse raio poderia ser maior, de 700 metros. “Assim, permitiría­mos o adensamento (no entorno das estações) e daríamos à população a possibilidade da aquisição do imóvel”, disse.

Garagens

Segundo Bigucci, outra contribuição para a mobilidade urbana seria a limitação, nas Luos, do número de garagens nos prédios, especialmente nos localizados ao redor das futuras estações. Além de estimular o uso do transporte coletivo, poderia baratear o preço dos imóveis. “A garagem encarece o preço do imóvel porque obriga a construtora a fazer um, às vezes dois subsolos. Se as prefeituras estabelecerem, ao longo da Linha 18, o limite de uma vaga de garagem por apartamento, os projetos terão sucesso, talvez não para a classe popular, mas para a classe média”, disse.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) lançou, no fim de janeiro, o edital da Linha 18, que será construído com recursos do Estado, do governo federal e da iniciativa privada. Na oportunidade, o tucano estimou que cada um dos 26 trens do trecho vai tirar 560 automóveis das ruas.

A Prefeitura de Santo André pretende atualizar o Plano Diretor e a Luops ainda no primeiro semestre. O secretario de Relações Institucionais, Tiago Nogueira (PT), disse que os projetos devem ser protocolados “em breve” na Câmara, depois de passar pelo Conselho de Política Urbana. Em São Bernardo, a Luos foi aprovada em 2012. Em Mauá, a revisão da lei teve início neste ano.



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