Protestos contra novas autoridades ucranianas ferem mais de cem | Diário Regional

Protestos contra novas autoridades ucranianas ferem mais de cem

02/03/2014 4:15
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Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas ontem (1º) nas cidades de Kharkiv, Donetsk, Odessa, Simferopol e Sebastopol para protestar contra as novas autoridades ucranianas, no poder desde a destituição do presidente Viktor Yanukovich, em 22 de fevereiro. Em Kharkiv, mais de cem pessoas ficaram feridas após confrontos entre manifestantes pró-russos convocados pelo prefeito da cidade, Guennadi Kersen, e ativistas do movimento pró-Europa Euromaidan, leais ao novo comando do país.

A Assembleia municipal de Donetsk, reduto político do líder deposto, se negou oficialmente a reconhecer o novo governo ucraniano e declarou o russo como idioma co-oficial da cidade, segundo meios de comunicação locais. Ali, mais de 10 mil pessoas participaram de uma manifestação em que panfletos pedindo a “desobediência” ao poder da capital, Kiev, foram distribuídos.

No centro de Sebastopol, porto da Crimeia que abriga a frota russa do mar Negro, cerca de 3 mil pessoas participaram de outro protesto. “Sebastopol, Rússia”, gritavam os manifestantes com bandeiras russas. Segundo a agência de notícias Interfax, o Conselho Municipal dessa cidade também oficializou sua rejeição ao governo de Kiev.
“Não reconheço o presidente interino da Ucrânia. Sou cidadã soviética, quero viver em paz”, disse a manifestante Tatiana Leonova, 55.

“Sebastopol e a Crimeia devem pertencer à Rússia”, afirmou outro manifestante, Andrian Poteriakhin, 60. Outras 20 mil pessoas tomaram as ruas de Odessa para protestar contra o governo interino, exigindo das autoridades locais um representante para negociar com os manifestantes.

Segundo a BBC, Refat Chubarov, líder da Assembleia dos Tártaros da Crimeia, pediu a essa minoria étnica que permaneça em casa e não forme unidades de resistência aos russos. “Faltam poucas horas para uma catástrofe”, disse à rádio Ekho Moskvy. Os tártaros compõem aproximadamente 12% da população da Crimeia e têm se alinhado ao governo interino de Kiev.



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