Carnaval em Sampa | Diário Regional

Carnaval em Sampa

02/03/2014 4:08
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Leandro Martins/Futura Press/Estadão ConteúdoSÃO PAULO – A chuva, que andava sumida do verão paulistano, resolveu aparecer na primeira noite de desfiles das escolas de samba de São Paulo. O Carnaval teve muita água, o que prejudicou o espetáculo. Quem desfilou na madrugada, quando a chuva enfraqueceu, levou vantagem.

Não à toa, os destaques foram a Vai-Vai, que homenageou a cidade de Paulínia; a Rosas de Ouro, com seu enredo sobre “momentos inesquecíveis”; e a Dragões da Real, que trouxe à avenida os “anos dourados”, sobre as décadas de 1970 e 1980.

A Vai-Vai, penúltima a entrar no Anhembi, impressionou pela grandiosidade. O carro abre-alas da escola, o maior da noite, tinha cascatas e um trem que ficava em movimento. Noutro carro, integrantes da escola mexiam um marionete gigante.

“Estamos no páreo”, diz Thobias da Vai-Vai.
A Rosas de Ouro fez um desfile criativo, com fantasias e carros caprichados e efeitos pirotécnicos. A chuva forte antes da apresentação apagou pinturas dos componentes e estragou fantasias. “Saí preocupadíssimo, a chuva que pegamos
eu nunca vi”, disse o cantor Ronnie Von.

Já a Dragões da Real apostou na carnavalesca Rosa Magalhães, da Mangueira, em uma apresentação nostálgica e fantasias bem acabadas. A comissão de frente trouxe integrantes como Michael Jackson em “Thriller”. Na era em que videogames engatinhavam, brinquedos da época ganharam espaço em réplicas gigantes. Chacrinha, Xuxa e Bozo também foram lembrados.

A Acadêmicos do Tucuruvi, com enredo sobre o universo infantil, contou com o reforço da primeira dama da cidade, Ana Estela Haddad. “Adorei. Quem sabe não volto no ano que vem”, disse a mulher do prefeito Fernando Haddad (PT). Ela veio no chão, sem fantasia, e decorou todo o samba da escola.

A mais prejudicada pela chuva, que não afetava os desfiles havia pelo menos cinco anos, foi a Leandro de Itaquera, que abriu a noite. Até granizo atingiu o sambódromo quando a escola desfilava, cantando o futebol e a Copa do Mundo.
Fantasias encharcadas, muitas se desfazendo por causa da água, foram constantes na primeira noite.

“A chuva complica muito. Olha a roupa da porta-bandeira. Fica muito pesada, é mais difícil para dançar”, disse João Carlos Camargo, mestre-sala da X-9 Paulistana, a terceira escola a desfilar, com o enredo sobre a loucura.

Última a entrar no Anhembi, a Tom Maior teve problemas não com a chuva, mas com o carro abre-alas, que quebrou na entrada da avenida e teve que ser rebocado.

A escola falou sobre Foz do Iguaçu e terminou o desfile em uma hora e quatro minutos, um a menos
que o limite.



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