Siraque: 'segurança é questão de política, não de polícia' | Diário Regional

Siraque: ‘segurança é questão de política, não de polícia’

01/03/2014 11:15
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Siraque: “polícia sempre foi preparada para ser truculenta ou omissa” - Foto: ArquivoO deputado federal Van­derlei Siraque (PT-SP) será candidato à reeleição. Ex-vereador de Santo André por três mandatos, o petista não foi eleito durante o pleito de 2010, mas assumiu a cadeira na Câmara dos Deputados após Aldo Rebelo (PCdoB) ter sido convidado para o Ministério dos Esportes, em 2011.

Apesar de não fazer parte da equipe de campanha do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, considerado ainda pré-candidato pelo PT ao Palácio dos Bandeirantes, Siraque disse que está ajudando com propostas. “Segurança pública é questão de política e não de polícia”, disse Siraque, ao citar que é possível diminuir drasticamente o número de roubos de automóveis com o fim dos desmanches – o que também pode beneficiar a indústria de autopeças da região e do restante do país.

Advogado, mestre e doutor em Segurança Pública, Siraque confirmou que o aumento da criminalidade será usado contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que será candidato à reeleição. “Desde 1995 até o fim de 2013 mais de 200 mil vidas foram ceifadas de forma violenta no Estado. É quatro vezes mais do que a guerra do Vietnã, uma das guerras mais sanguinárias da história”, comentou. O político contribuiu durante as campanhas dos petistas José Genoíno e Aloísio Mercadante, em 2002 e 2010, justamente com propostas na área de segurança.

Siraque aprovou a renovada de políticos nos Paços da região em 2012, em especial, Carlos Grana (PT) em Santo André. “Todos os prefeitos estão mais acessíveis nesse mandato, também por mérito do Consórcio Intermunicipal. Não é questão de partido, mas sim de perfil dos agentes políticos”, disse, antecedendo um elogiou ao prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT). O petista aproveitou e criticou a gestão do ex-prefeito Aidan Ravin (PSB), que também tentará uma cadeira em Brasília. “O prefeito anterior de Santo André não tinha projetos. Assim ficava difícil”, alfinetou.

Segurança

Considerando-se “embaixador do ABC em Brasília”, Siraque entende que a reação da Polícia Militar foi proporcional às atitudes de manifestantes, que apelaram à violência durante os últimos protestos, em especial contra a realização da Copa do Mundo, no ano passado. “Manifestações são livres, mas não podem ser anônimas e também não devem quebrar o patrimônio público e privado. Tenho experiência em manifestação pelo sindicato, e nunca fui mascarado”, disse o político ligado ao Sindicato dos Bancários.

Questionado sobre se não achou exagerada a forma como a polícia atuou no último sábado (21) em um ato chamado #naovaitercopa, o petista elogiou a ação da PM, que deteve 262 manifestantes, entre os quais cinco jornalistas que estavam cobrindo o ato. “Ser contra a Copa do mundo é ridículo”, disse, antes de explanar possíveis benefícios para a população com o mega evento. No entanto, advertiu que os excessos fazem parte de uma polícia despreparada. “A polícia em geral não foi preparada para esse tipo de desordem. Ele sempre foi preparada para ser truculenta ou omissa”, disse. Siraque é a favor da desmilitarização das forças policias.

O deputado acredita que há movimentos políticos envolvidos nas manifestações, em especial setores da direita. No entanto, deputado federal não culpa o deputado estadual pelo Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (Psol), e partidos da esquerda. “Eu acho que (a responsabilidade) foi atribuída ao Psol porque o Freixo fez um bom trabalho contra as milícias e esse pessoal tem raiva dele”, comentou.



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