Dois depoentes faltam à CPI da Craisa | Diário Regional

Dois depoentes faltam à CPI da Craisa

01/03/2014 11:22
Print Friendly, PDF & Email

Montorinho lembrou que CPI tem poder de polícia - Foto: ArquivoSANTO ANDRÉ – Os vereadores que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que visa investigar as contas da Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André (Craisa) esperaram os sócios da Logos do Brasil Ltda., para depoimento ontem (28) pela amanhã, mas eles faltaram à oitiva.

Os empresários Jefferson Barbosa Borges e Rita de Cássia Vieira Borges, no entanto, enviaram um ofício se comprometendo a aparecer no Legislativo andreense em 14 de março. Os dois serão ouvidos sobre contrato firmado durante a gestão do ex-prefeito Aidan Ravin (PSB) para organizar a festa junina de 2012. Além da atividade, a empresa foi responsável por outros dois eventos culturais naquele ano: o Festival de Inverno de Paranapiacaba e Festival de Cultura Industrial.

Presidente da comissão, o vereador José Montoro Filho, o Montorinho (PT), lembrou que a CPI tem “poder de polícia” e pode recorrer ao Judiciário para penalizar pessoas que faltem às oitivas.

A Logos do Brasil está estabelecida em Santos, no litoral paulista, e os donos argumentaram que não tiveram tempo para organizar a vinda até a região, já que a empresa está ocupada com as festividades do Carnaval. Em carta, os empresários comunicaram que “em razão de diversos compromissos profissionais, os peticionantes somente vieram a ter conhecimento do ofício supra citado na noite do dia 27 de fevereiro”.

Os membros da CPI anexaram às investigações um ofício do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) sobre a contratação da empresa apontando irregularidades, como aglutinação indevida de diferentes objetos licitados (como artistas e mesa de som), descumprimento da lei federal de licitações e falta de critério da administração para escolha de subcontratados. O TCE votou pela irregularidade do pregão realizado em 2012.

Palhaços

O Tribunal de Justiça acatou a denúncia de improbidade administrativa feita pelo Ministério Público em relação a CPI dos Palhaços, realizada em 2011. Ainda não publicada, a decisão foi realizada em 17 de fevereiro pelo colegiado. Dois secretários durante a gestão do prefeito Aidan Ravin (PSB), Edson Salvo Melo e Nilson Bonome (PMDB), devem responder pela contratação de palhaços por R$ 165 mil. O processo tramita na 2ª Vara da Fazenda Pública de Santo André.



Comente esta matéria


Atenção! O comentário aqui postado é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do Diário Regional. Comentários discriminatórios ( contra raça, sexualidade, cor, crença e outros) , que violem a lei, a moral e os bons costumes poderão ser denunciados pelos internautas , removidos ou não publicados pela redação.
%d blogueiros gostam disto: